3 dicas para tomar decisões financeiras importantes

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Não é novidade nem segredo que as pessoas evitam tomar decisões financeiras. Basta observar como a conta-poupança prevalece ou os índices de participação em planos de previdência privados. Uma crença comum é a de que decisões financeiras são complicadas e exigem planejamento e habilidade. No entanto, pesquisas sobre a relutância em assumir o controle das finanças pessoais apontam para um motivo diferente.

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Um estudo publicado no “Journal of Consumer Research”, pelos pesquisadores Jane Jeongin Park e Aner Sela, explora o impacto de sentimentos e atitudes sobre a relutância em tomar decisões financeiras. As descobertas sugerem que “as pessoas percebem decisões financeiras, mais do que decisões em muitos outros domínios complexos e importantes, como compatíveis com o pensamento analítico e incompatíveis com sentimentos e emoções. Consequentemente, quanto mais se veem inclinadas a confiar no afeto para as suas escolhas, mais se sentem distanciadas de decisões financeiras e mostram uma tendência crescente para evitá-las ”.

Quando uma pessoa diz: “Eu não sou uma pessoa de números” ou “Eu não sou bom em matemática”, já é classificada como do campo dos que tendem a evitar tomar decisões financeiras. Por exemplo, se você evitar tomar decisões sobre rendimentos financeiros, e segue com o dinheiro parado, ou em uma aplicação conservadora que não paga quase nada de juros.

Jane e Sela discutem ainda que nossas crenças pessoais, verdadeiras ou não, afetam a tendência a evitar decisões relacionadas a dinheiro. Isso é intrigante porque essas atitudes são desenvolvidas e reforçadas, mas podem ser mais facilmente alteradas do que características físicas.

Embora algumas pessoas afirmem acreditar que ser bom em matemática é um dom com o qual você simplesmente nasceu, o fato é que as decisões de finanças pessoais, como a criação de um orçamento mensal, não exigem nada além de adição e subtração básicas. Na verdade, Jane e Sela também descobriram que essas mesmas percepções não se traduzem em evitar outras decisões importantes, como tratamentos médicos. Se você já teve de adquirir um plano de saúde, sabe que essa escolha é provavelmente mais complicada do que optar sobre como investir. Simplesmente porque não há os mesmos prazos ou pressões de tempo quando se trata de decisões de finanças pessoais.

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Outro estudo, publicado em “Psicologia do Esporte e Exercício” por pesquisadores da Universidade de Ulster, na Irlanda do Norte, e da Universidade de Swansea, no País de Gales, constatou que, ao sorrir periodicamente durante as corridas de treinamento, a percepção de fadiga dos atletas era alterada. Na verdade, os corredores relataram se sentirem menos cansados ​​e foram capazes de correr mais, mais rápido e durante mais tempo. E tudo o que mudaram foi sorrir.

Os paralelos entre esses estudos são impressionantes porque envolvem atitudes e percepções sobre as pessoas ou sobre as atividades que fazem. Logo, ao desenvolver estratégias para enganar o cérebro, que tende a evitar decisões financeiras importantes, o indivíduo se sentirá mais confortável.

Como parte de sua pesquisa, Jane e Sela descobriram que, ao fazer com que os participantes do estudo reformulassem uma decisão financeira em uma escolha sobre seu estilo de vida, “ver a si mesmos como pensadores emocionais não resultava mais em evitar decisões”.

O autor best-seller Brené Brown, frequentemente, fala sobre como as histórias contadas ao indivíduo por ele mesmo podem ser as mais poderosas. A pesquisa explora os mecanismos e estratégias que podem ser usadas para mudar as autonarrativas no dia a dia. Mergulhando nas emoções, é possível começar a entender as atitudes tomadas sobre certos aspectos pessoais (como decisões motivadas por emoções ou dados). Essas estratégias podem ser usadas para ajudar a manter os pensamentos negativos sobre as habilidades financeiras ou interesses.

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Então, da próxima vez que precisar tomar uma decisão sobre um plano de previdência privada, um seguro de vida ou o orçamento mensal, certifique-se de pensar no impacto que a decisão terá em seu estilo de vida no futuro. Imagine as férias dos seus sonhos ou a praia que você deseja visitar durante a aposentadoria, e será mais fácil lidar com a escolha e começar a se concentrar em melhorar sua situação financeira.

Se tudo mais falhar, sorria antes, durante e depois de trabalhar em algo relacionado às suas finanças pessoais. Você pode simplesmente enganar seu cérebro para tornar a atividade prazerosa, e isso pode fazer toda a diferença.

Veja na galeria de imagens abaixo, três maneiras práticas e uma dica bônus para começar a tomar decisões financeiras importantes:

  • 1. Reveja a decisão financeira para que seja sobre um resultado futuro

    Em vez de pensar em gastar horas para fazer um orçamento mensal, pense em se sentar para economizar uma certa quantia a cada mês. Essa ressignificação, sozinha, já tem um impacto significativo.

  • 2. Perceba que as decisões financeiras não são mais complicadas do que outras escolhas que você já fez

    Onde morar ou como tratar uma doença são decisões bem mais complexas que uma escolha financeira, e você provavelmente nunca as evitou.

  • 3. Pense nas consequências de evitar a escolha

    Mesmo se você acredita que depende do afeto ou da emoção para tomar decisões financeiras, lembre-se de que evitar fazer tais escolhas pode levar a dificuldades desnecessárias para você e seus entes queridos.

  • Bônus: Envolva seus filhos nas escolhas de planejamento financeiro

    Isso faz com que eles fiquem habituados e confortáveis com a tarefa. Hábitos são poderosos e é um grande trunfo deixar os ruins para trás e treinar os bons nos mais novos.

1. Reveja a decisão financeira para que seja sobre um resultado futuro

Em vez de pensar em gastar horas para fazer um orçamento mensal, pense em se sentar para economizar uma certa quantia a cada mês. Essa ressignificação, sozinha, já tem um impacto significativo.

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