5 lições de liderança de um agente de Hollywood

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Em seu livro, Michael Ovitz conta como alcançou o sucesso no entretenimento

De longe, o melhor livro sobre negócios que li neste ano foi “Who Is Michael Ovitz?” (“Quem é Michael Ovitz?”, em tradução livre, sem edição em português), escrito pelo próprio Michael Ovitz, agente norte-americano de atores.

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Saiba que eu já fui investidor de uma agência de talentos, então eu tenho uma experiência direta com os desafios dos negócios em Hollywood. E nós o considerávamos uma lenda no setor.

Ovitz começou no negócio do entretenimento com um trabalho de meio período como guia de passeios nos estúdios da Universal Studios, onde se tornou um sucesso instantâneo e começou a construir sua rede de contatos. Depois de se formar na Universidade da Califórnia em Los Angeles, conseguiu um emprego na agência William Morris Endeavor – só que na expedição. Mais uma vez, ele provou ser um funcionário de destaque e, rapidamente, cresceu na empresa, tornando-se um agente bem-sucedido de atores de televisão.

No entanto, a William Morris Endeavor era muito pequena para Ovitz. Por isso, ele se juntou a outros quatro funcionários e fundou a agência Creative Artists Agency (CAA). Eles inovaram na administração das imagens dos atores, diretores e outros clientes. Essa aproximação mudou o jogo, a tal ponto de dominar o mercado.

Mas aquilo ainda não era suficiente. E, mais uma vez, Ovitz redefiniu profundamente o segmento das agência de talentos ao assumir o papel de investidor. Ele também chegou a ter sucesso ao fundar uma empresa de propaganda, que fechou negócios publicitários com a Coca-Cola.

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Incrível, não? Com toda a certeza. Mas, afinal, quais são as lições que podemos aprender com Michael Ovitz?

Veja, na galeria de fotos abaixo, 5 lições que podem ser aprendidas no livro do agente de talentos:

  • É necessário pesquisar

    Nada que Ovitz fez foi por acidente. Ele sempre teve um entendimento claro do que fazer para alcançar seus objetivos. O agente também passava um bom tempo pensando nas estratégias de sua empresa, o que envolvia uma pesquisa intensa. Antes de conhecer um cliente pessoalmente, ele queria saber tudo sobre a pessoa. Para tomar decisões, é sempre necessário ter a informação completa.

    Ovitz também analisou quais eram os fatores indispensáveis para o sucesso no entretenimento. “Eu tenho como meta pessoal assistir aos filmes ganhadores de uma das cinco grande categorias do Oscar. Foi assim que descobri por que ‘E o Vento Levou’ tornou-se um filme atemporal, diferente de ‘Como Era Verde o Meu Vale’. Eu entendi a relação entre perspectiva e capacidade”, conta, em seu livro.

  • Imagem é tudo

    Em sua vida, Ovitz sempre se vestiu bem, sem dúvida. Seu guarda-roupa era impecável, com ternos Armani e sapatos Gucci. Ele queria mostrar para os clientes que levava o negócio a sério. “Nosso cuidado com as primeiras impressões fez com que conquistássemos clientes antes de dizer sequer uma palavra”, afirma, no livro.

  • Ter uma empresa com valores

    Todos os funcionários da agência de Ovitz tinham um entendimento profundo do que realmente importava para o sucesso da empresa. E isso se tornou parte do DNA. Assim, o agente enumerou quatro mandamentos: nunca minta para seus clientes ou seus colegas de trabalho; retorne cada ligação até o final do dia; faça follow-up e não deixe as pessoas sem informações precisas; e nunca fale mal de empresas rivais.

  • Foco no cliente

    Ovitz era obcecado por fazer com que seus clientes fossem bem-sucedidos. “Eu focava intensamente em fazer com que eles sempre fossem o tópico da conversa”, diz. Ele também era honesto com seus clientes, sempre pontuando os lados negativos das situações. Para o agente, é como se isso fosse uma vacina contra a gripe. “O jeito mais fácil de perder um cliente é fazendo uma promessa que você não pode cumprir. Ele vai sempre se lembrar dela”, explica.

    Tendo em mente a relação com seus clientes, Ovitz escrevia à mão mil cartas pessoais por ano. Ele até tinha um departamento especial para dar presentes, com o qual gastava cerca de US$ 500 mil anualmente. Mas, para isso funcionar, os funcionários da agência fizeram um catálogo dos hobbies e interesses de cada cliente. Para completar, o agente sempre tentava dar presentes exclusivos, como a edição especial de um livro, uma pintura famosa ou um carro.

  • Trabalho em equipe é essencial

    Este foi um aspecto exclusivo da agência de Ovitz que permitiu que a empresa ganhasse notoriedade rapidamente. Um bom trabalho em equipe foi um “multiplicador de forças” que proporcionou um resultado melhor para os clientes do agente.

    De acordo com ele, na CAA não havia hierarquia, títulos ou placas. Em seu livro, ele define o trabalho do seu time como “o esforço de uma equipe de esportes norte-americana misturado com as táticas militares de Esparta e com a filosofia da Ásia, todos sobrepostos pelo espírito de comunicação dos Três Mosqueteiros”.

É necessário pesquisar

Nada que Ovitz fez foi por acidente. Ele sempre teve um entendimento claro do que fazer para alcançar seus objetivos. O agente também passava um bom tempo pensando nas estratégias de sua empresa, o que envolvia uma pesquisa intensa. Antes de conhecer um cliente pessoalmente, ele queria saber tudo sobre a pessoa. Para tomar decisões, é sempre necessário ter a informação completa.

Ovitz também analisou quais eram os fatores indispensáveis para o sucesso no entretenimento. “Eu tenho como meta pessoal assistir aos filmes ganhadores de uma das cinco grande categorias do Oscar. Foi assim que descobri por que ‘E o Vento Levou’ tornou-se um filme atemporal, diferente de ‘Como Era Verde o Meu Vale’. Eu entendi a relação entre perspectiva e capacidade”, conta, em seu livro.

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