8 dicas de Harvard para melhorar suas habilidades de networking

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Pesquisas sugerem que tendemos a preferir e buscar relacionamentos onde há mais de um contexto para se conectar com a outra pessoa 

Resumo:

  • A “Harvard Business Review” publicou uma pesquisa que pode salvar suas relações com desconhecidos em ambientes sociais; 
  • Tópicos de conversa que abordam felicidade e o futuro estão entre as dicas para melhorar as habilidade de networking.

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“O que você faz?”, “Onde mora?” e “Como você conheceu tal pessoa?” são o tipo de pergunta que menos gosto, pois não trazem nenhuma resposta interessante. Se você quer realmente conhecer alguém, terá de fazer muito melhor do que isso. 

Como coach, sou pago para fazer perguntas provocativas, exploratórias e poderosas. E, em situações sociais, frequentemente desejo que estranhos façam o mesmo tipo de pergunta para mim. No entanto, o que eu descobri é que, se você estiver preparado para correr o risco de parecer rude ao ser o primeiro a fazer uma pergunta provocativa, os desconhecidos normalmente ficarão felizes de entrar na onda. 

Com o objetivo de ajudar, a “Harvard Business Review” publicou oito ótimas questões para se fazer em qualquer tipo de evento de networking. Eles também publicaram o que descobriram a respeito de como colegas de trabalho podem se relacionar melhor, gostar mais do serviço e permanecer conectados por muito mais tempo se compartilharem experiências em comum fora do ambiente profissional. Sociólogos se referem a essas conexões em que há sobreposição de papéis de um diferente contexto social como “laços multiplex”.

Então, da próxima vez que você estiver em um evento social ou de networking e se sentir entediado com conversa fiada, mas com medo de fazer perguntas profundas, você pode se jogar, apoiado no conhecimento de que, longe de ser inapropriadamente intrometido, você está na busca de criar laços duradouros. Além do mais, você será endossado por Harvard. Quem sabe, em vez de simplesmente criar uma conexão, você pode realmente fazer um novo amigo. E esse, diz a “Harvard Business Review”, é o ponto principal. “As descobertas de pesquisas do mundo da ciência e psicologia em rede sugerem que tendemos a preferir e buscar relacionamentos onde há mais de um contexto para se conectar com a outra pessoa”.

Veja as dicas na galeria a seguir:

  • O que o anima neste momento?

    Eu amo essa pergunta porque a resposta pode ser tão íntima quanto você quer que seja. Você pode compartilhar sua animação sobre uma viagem que está por vir, sobre seu barco, a competição de dança do seu filho ou o jogo de futebol da sua filha. Pode até falar sobre um livro que esteja lendo ou uma experiência profunda que tenha tido.

  • O que você espera do futuro?

    Ter coisas para pensar à frente é o que nos traz felicidade na vida. Seja um planejamento de viagem, algo no trabalho ou um marco pessoal. Saber qual motivação gera felicidade para alguém é uma maneira incrível de conhecê-la melhor. Se disserem que não estão esperando nada, talvez seja o caso de mudar de assunto.

  • Qual a melhor coisa que aconteceu a você neste ano?

    Uma pergunta maravilhosa capaz de trazer muito frescor e intimidade à conversa, de certa forma similar à anterior. Porém, em vez do futuro, o foco são coisas que já aconteceram. Algumas vezes, em uma perspectiva de retrospectiva, situações difíceis oferecem maior crescimento e aprendizagem. Então, perder o emprego ou superar uma doença podem se revelar as melhores coisas que aconteceram.

  • Onde você cresceu?

    Essa questão me lembra da utilidade do seguinte início de conversa: “Estou curioso…”. Essencialmente, trata-se de pedir a um desconhecido que compartilhe sua história de vida em detalhes que ele pode não estar disposto. No entanto, você pode modificar sua frase para “Estou curiosa, QUANDO você acha que cresceu?”.

  • O que você faz para se divertir?

    A menos que esteja com um pintor, poeta, cantor, dançarino ou até um empresário nato, para a maioria das pessoas o trabalho não é o que mais traz diversão. Então, essa pergunta leva o interlocutor direto para campos de futebol e praias, lugares em que passaram seus melhores momentos.

  • Quem é seu super-herói favorito?

    Eu tenho certeza que muito pode ser descoberto ao entender as diferenças entre um fã do Batman e um da Mulher Maravilha. No entanto, eu não tenho um super-herói favorito, pois não assisto a esse tipo de filmes. Sendo assim, se quiser, pode mudar a pergunta para “Qual é seu personagem ficcional favorito?”

  • Você apoia alguma causa solidária?

    Você também pode substituir por “Se você tivesse de escolher uma causa solidária para apoiar, qual seria?”. Essa é uma questão que vai ajudá-lo e entender imediatamente com o que seu interlocutor mais se importa e quais seus valores. Também fica mais fácil encontrar algumas afinidades compartilhadas.

  • Qual a coisa mais importante que eu devo saber sobre você?

    Tudo bem, essa é complexa, e nem todo mundo vai se sentir à vontade para perguntar (ou responder). Assim como todas as questões, a melhor forma de começar é partir de SUA própria resposta. Se você se sente inseguro, não pergunte. No entanto, muitas pessoas estão apenas esperando uma brecha para contar sobre suas qualidades surpreendentes que estão escondidas sob a aparência e hábitos rotineiros.

    Desde que comecei a explorar essas perguntas, conheci um chefe de polícia que me contou como sua filha de 9 anos frequentemente o leva a lágrimas de felicidade; um investidor corporativo que confessou ter Mogli como personagem ficcional preferido e um padre católico que pratica zumba por diversão. Descobri características surpreendentes em comum com pessoas com quem nunca havia conversado.

O que o anima neste momento?

Eu amo essa pergunta porque a resposta pode ser tão íntima quanto você quer que seja. Você pode compartilhar sua animação sobre uma viagem que está por vir, sobre seu barco, a competição de dança do seu filho ou o jogo de futebol da sua filha. Pode até falar sobre um livro que esteja lendo ou uma experiência profunda que tenha tido.

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