Problemas pessoais: 7 estratégias para não prejudicar a vida profissional

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Respeitar o tempo e os desdobramentos do processo de cura é um passo muito importante para viver uma transformação

Resumo:

  • Ao experimentar dificuldades pessoais, é necessário saber como lidar com os sentimentos negativos para conseguir manter a vida profissional estável;
  • Ser honesto consigo sobre os próprios sentimentos, buscar ajuda e reorganizar a agenda conforme as capacidades momentâneas são métodos para lidar com a dificuldade e não prejudicar o emprego;
  • Meditar, estar em contato com a natureza e assistir a filmes são outras práticas que contribuem para aliviar a angústia.

Depois dos 40 anos, ou até mais cedo, é provável que você já tenha experimentado uma dificuldade pessoal e precise lidar com ela enquanto mantém seu emprego.

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Seja a morte de um ente querido, um divórcio, uma doença com risco de vida ou uma lesão significativa, as dificuldades pessoais afetam a todos nós em de uma forma ou outra. Aqui estão algumas dicas para cuidar de si e dos outros quando ocorrerem essas reviravoltas:

  • 1. Identifique seus sentimentos

    A chamada roda de emoções (uma estrela com sentimentos primários e seus pares) é uma ferramenta útil. Permita-se ser honesto ao ser questionado sobre seu estado de espírito. Quando meu pai morreu e as pessoas perguntavam como eu estava, minha resposta era “realmente triste” ou o que fosse verdade. Eu notava que elas tentavam me convencer a me sentir melhor, mudavam de assunto ou se colocavam no meu lugar, de modo a demonstrar compaixão e bondade. Este último tratamento sempre me fez sentir melhor. Quando você passa por uma dificuldade, é preciso senti-la e processá-la, não falsificá-la para fazer com que outras pessoas se sintam melhor. Este comportamento apenas suprimirá a dor e prolongará o processo de cura.

  • 2. Peça ajuda

    Muitos de nós fomos ensinados que esta atitude é um sinal de fraqueza e vulnerabilidade, mas isso não poderia estar mais longe da verdade. As pessoas querem ajudar, e isso é bom. Quando auxílio é requisitado a elas, o centro de recompensa do cérebro é iluminado, o que gera um sentimento profundo de gratificação. Pedir ajuda é um ato de generosidade tanto para os outros como para si mesmo, e dizer que você não consegue fazer algo honra os seus direitos organizacionais de existir e ter necessidades. Demorei um pouco para me permitir tomar esta atitude e me surpreendeu o quanto isso era profundamente satisfatório para aqueles que estavam ansiosos e dispostos a me ajudar.

  • 3. Programe sua agenda

    Quando você se encontra em meio a uma crise pessoal, normalmente não está totalmente presente. E nem conseguria, visto que parte de você está processando o trauma, a dor e o choque da experiência. Com base no grau de intensidade, a fração que está temporariamente “ausente” pode ser significativa. Quando meu enteado morreu, foi um choque. Um dia ele estava bem, e na manhã seguinte se foi. Uma grande parte de mim ficou preocupada por muitos meses, por isso, trabalhei menos e estabeleci prazos bem maiores do que aqueles antes definidos.

  • 4. Conecte-se com a natureza

    Não há nada como a natureza para valorizar a vida, especialmente quando precisamos lembrar a beleza, a graça e a paz da quietude. Mesmo uma caminhada tranquila de 30 minutos sob as árvores ou em um parque pode trazer serenidade. O ideal é estar cercado por floresta e calmaria, mas faça o que estiver ao seu alcance.

  • 5. Medite

    Aprender a cultivar a paz e o sossego internos fornece um santuário para o qual você sempre pode se refugiar. Até mesmo curtos cinco minutos diários começam a treinar sua mente para conscientizá-la de que ela não está no comando, mas sim o seu eu superior, que testemunha a constante enxurrada de pensamentos.

  • 6. Assista a filmes que o ajudem a sair da inércia

    Você pode precisar rir e se animar ou então chorar e externar tudo que sente. Um dos meus clientes de coaching executivo me disse uma vez que não chorava, porque simplesmente não era um costume. Entretanto, passou por um problema pessoal em que uma libertação era necessária. Como ele não permitiu essa exteriorização, a tristeza suprimida se tornou raiva. Por isso, pedi que ele assistisse a um de vários filmes que o ajudariam a chorar. Finalmente, ele concordou e chorou por várias horas, de modo a externar todos os seus sentimentos. Desde então, ele tem sido uma pessoa diferente, mais gentil, mais amigável e conectada.

  • 7. Honre o processo

    Cada pessoa tem um tempo diferente para se curar. Honre o seu processo e o dos outros, sem definir expectativas e prazos. As fases levam tempo, assim como a cura. Relaxe, aprecie o processo, deixe-o se desdobrar e obtenha sabedoria a partir dele, pois mais tarde você o verá como um momento de transformação.

1. Identifique seus sentimentos

A chamada roda de emoções (uma estrela com sentimentos primários e seus pares) é uma ferramenta útil. Permita-se ser honesto ao ser questionado sobre seu estado de espírito. Quando meu pai morreu e as pessoas perguntavam como eu estava, minha resposta era “realmente triste” ou o que fosse verdade. Eu notava que elas tentavam me convencer a me sentir melhor, mudavam de assunto ou se colocavam no meu lugar, de modo a demonstrar compaixão e bondade. Este último tratamento sempre me fez sentir melhor. Quando você passa por uma dificuldade, é preciso senti-la e processá-la, não falsificá-la para fazer com que outras pessoas se sintam melhor. Este comportamento apenas suprimirá a dor e prolongará o processo de cura.

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