Bilionário Janguiê Diniz lança livro sobre corrupção

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Livro consiste em uma compilação de diversos artigos sobre política, educação, esportes, meio ambiente, economia e desenvolvimento

A corrupção é um tema que parece não sair de pauta no Brasil. Aliás, muito pelo contrário. Em função da regularidade do tema, o bilionário Janguiê Diniz, fundador do grupo Ser Educacional, lançará no próximo dia 28 o livro “Falta de Educação Gera Corrupção”.

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A obra, editada pela Novo Século, é a 17ª a ser publicada por Diniz, cuja empresa, que detém as marcas Uninassau, Universitas, Unama e Uninabuco, é hoje um dos maiores grupos de educação superior particular do país.

O livro consiste em uma compilação de diversos artigos sobre política, educação, esportes, meio ambiente, economia e desenvolvimento publicados em jornais, revistas e sites, além de um capítulo sobre a corrupção e suas consequências. Há, ainda, um prefácio escrito pelo jornalista e escritor Arnaldo Niskier.

Leia, a seguir, a entrevista de Janguiê Diniz à FORBES sobre seu novo livro:

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Obra é a 17ª a ser publicada por Diniz

FORBES Brasil: De onde veio a vontade de escrever sobre o tema?

Janguiê Diniz: Este é o meu 17º livro. Eu escrevi 16 antes, os primeiros sobre direito, depois sobre educação. Como eu escrevo semanalmente artigos para mais de 10 jornais do Brasil, eu faço, geralmente no final de cada ano, uma coletânea e publico. Neste caso, especificamente, por conta do movimento da Operação Lava Jato, eu resolvi pesquisar sobre a questão da corrupção e, então, escrevi vários textos sobre o assunto.

Durante as minhas pesquisas eu constatei que, quanto menor é o índice educacional de determinada nação, maior é o nível de corrupção. Prova robusta disso está acontecendo no Brasil. É científico.

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FB: Na sua opinião, quais são as principais consequências da corrupção no Brasil?

JD: São inúmeras. Entre elas estão o aumento da pobreza; a falta de ética, transparência e honestidade; uma cultura que é muito ruim para o país; a falta de respeito por parte de outras nações; o descrédito, por ser um país com um índice tão vergonhoso de corrupção. Mas a maior é justamente o fato de que, com o que foi desviado dos cofres públicos nesses últimos anos, seria possível construir milhares de escolas e educar milhares de jovens brasileiros.

FB: O senhor, como empresário, sente na pele as consequências da corrupção?

JD: Sim. A gente sente, mas temos implantado, dentro de nossas instituições, normas rígidas de compliance. Todos os contratos elaborados pelas empresas do grupo têm cláusulas anticorrupção, isso já há algum tempo. Todos os fornecedores do grupo têm de assinar os contratos pela cláusula anticorrupção e, então, sabem que estão sendo monitorados para que não haja oferecimento de propinas para funcionários. Fazemos tudo para que isso seja evitado, até para acabar com essa cultura.

FB: Houve algum caso que o senhor poderia contar?

JD: Não. Casos sempre existem, mas eu não quero falar sobre isso.

FB: Quais são as soluções para a corrupção?

JD: Em primeiro lugar, tentar mudar essa cultura, que já foi herdada dos nossos colonizadores. É uma questão de cultura, o “jeitinho brasileiro”, que temos de mudar. Em segundo lugar, ampliar e melhorar a qualidade da educação brasileira, principalmente o ensino básico, em que está a sustentação da educação. Quanto mais educadas forem as pessoas, mais conscientes serão do problema, o que diminui o índice de corrupção. Eu acho que tudo passa pela questão da educação. E, por fim, colocar na cabeça dos jovens a importância da ética, da honestidade e da integridade em suas ações. Isso também é cultural. Mas tudo passa pela educação.

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FB: Quem o inspira na luta contra a corrupção?

JD: Temos de louvar o trabalho seríssimo que o juiz Sérgio Moro está fazendo, a sua coragem. Sua atuação é algo sério e que deve servir de exemplo. Não posso deixar de ressaltar também a importância do cumprimento da legislação brasileira, além do enrijecimento. Uma outra forma de diminuir a corrupção seria a criação de uma legislação mais dura, tanto para os corruptos quanto para os corruptores.

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