Prada deixará de usar pele de animais em suas coleções

Victor Virgile/Getty Images
Prada, Miu Miu, Church’s e Car Shoe se juntam a muitas outras grifes que abandonaram o material na confecção de seus produtos

Resumo:

  • O grupo italiano de luxo Prada e todas as suas marcas, incluindo Miu Miu, Church’s, Car Shoe e a grife homônima, anunciaram que não usarão mais peles de animais em seus designs a partir da coleção Primavera/Verão 2020;
  • Desde o início de 2017, Burberry, Versace, Gucci, Chanel, Coach, Donna Karan, Michael Kors, Jimmy Choo e muitas outras pararam de usar peles em suas criações;
  • Esse ímpeto fez com que diversas cidades norte-americanas banissem as vendas do material e, atualmente, o estado e a Cidade de Nova York e a Califórnia estão considerando uma legislação semelhante.

O grupo italiano de luxo Prada e todas as suas marcas, incluindo Miu Miu, Church’s, Car Shoe e a grife homônima, anunciaram que vão abolir o uso de peles de animais em seus produtos a partir da coleção feminina Primavera/Verão 2020. A Humane Society International (HSI) e a Humane Society of the United States (HSUS), juntamente a Fur Free Alliance, uma coalizão de mais de 50 organizações de proteção animal de 25 países, têm trabalhado com a Prada nos bastidores depois de uma campanha pública feita contra a grife em setembro do ano passado.

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“O Grupo Prada está comprometido com a inovação e a responsabilidade social, e a nossa política livre de peles – alcançada após uma discussão positiva com a Fur Free Alliance, em particular com a LAV e a Humane Society dos Estados Unidos – é uma extensão desse engajamento”, disse Miuccia Prada. “O foco em materiais inovadores permitirá à companhia explorar novos limites do design criativo ao atender à demanda por produtos éticos.”

Anteriormente, a Prada vendia peles de vison, raposa e coelho. Todas as três espécies sofrem terrivelmente em fazendas destinadas à atividade, onde são confinadas durante suas curtas vidas em gaiolas de arame, nas quais sua existência é tão carente, monótona e estressante que os animais frequentemente apresentam sinais de automutilação e comportamento repetitivo.

“O anúncio da Prada enviará para a indústria da moda e governos em todo o mundo uma mensagem clara de que os maiores nomes do meio estão abandonando a crueldade do uso de peles ao optar por produtos inovadores e alternativos. Estamos dedicados a acabar com esse comércio cruel de uma vez por todas”, diz Kitty Block, presidente e CEO da HSUS e da HSI.

Prada, Miu Miu, Church’s e Car Shoe se juntam a muitas outras grandes grifes e varejistas de moda que abandonaram o material na confecção de seus produtos. Desde o início de 2017, Burberry, Versace, Gucci, Chanel, Coach, Donna Karan, Michael Kors/Jimmy Choo, Diane von Furstenberg, Columbia Sportswear, Farfetch, Yoox Net-a-Porter, Burlington, VF Corporation (Timberland/The North Face) e Furla pararam de usar peles em suas coleções.

Esse ímpeto fez com que diversas cidades norte-americanas, como São Francisco e Los Angeles, banissem as vendas de peles e, atualmente, o estado e a Cidade de Nova York e a Califórnia estão considerando uma legislação semelhante. Além disso, a Índia proibiu as importações do material em 2017 e muitos países – incluindo Holanda, Reino Unido, Áustria, Noruega e República Tcheca – vetaram ou estão em vias de eliminar a sua produção. No Reino Unido, a HSI está trabalhando para proibir as vendas com sua campanha #FurFreeBritain (Reino Unido sem peles de animais, em português).


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