Huawei não terá mais Facebook, Instagram e WhatsApp

Getty Images/Chesnot
Os aplicativos não serão mais pré-instalados nos aparelhos chineses

Resumo:

  • As redes sociais de Mark Zuckerberg foram barradas nos smartphones Huawei;
  • Usuários da marca que já possuem os aplicativos ainda poderão usá-los e atualizá-los;
  • A empresa chinesa chegou a superar o crescimento da Apple e da Samsumg por um período.

O impacto da lista negra de Donald Trump nos negócios da fabricante chinesa de smartphones Huawei continua a crescer. O Facebook é o mais recente player de tecnologia dos Estados Unidos a retirar suporte para celulares da marca. Os telefones da Huawei não poderão mais ter aplicativos do Facebook, WhatsApp e Instagram pré-instalados. Clientes que já têm app poderão usar e receber atualizações.

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Há uma semana, surgiram relatos de que a Huawei havia desativado linhas de produção de smartphones da Foxconn, devido à queda na demanda por seus aparelhos. A empresa negou categoricamente a informação. Mas, dias depois, um segundo relatório, vindo da Ásia, afirmou que a Huawei havia reduzido sua previsão de remessa de smartphones para o segundo semestre de 2019 em até 20%-30%.

A Huawei manteve sua liderança sobre a Apple em vendas de smartphones no primeiro trimestre de 2019, mas deverá ter dificuldade para manter essa liderança no resto do ano. Um artigo do SCMP (South China Morning Post) cita Zhao Ming, presidente de uma das marcas da Huawei, que reconhece sob ameaça o objetivo de a empresa alcançar a líder Samsung até o final do ano que vem. “Como uma nova situação emergiu”, disse ele, “é cedo demais para dizer se somos capazes de alcançar o objetivo”.

A Huawei apostou pesado em smartphones nos últimos anos. Com isso, a unidade de negócios de consumo se tornou seu principal motor de crescimento em 2018. Até a lista negra de Trump. O primeiro software a chegar aos smartphones Huawei, o Android, já foi negado pelo Google para os telefones futuros. Isso acelerou os planos da Huawei para lançar sua alternativa ao sistema operacional. Se for possível lançar e executar uma alternativa ao sistema operacional mais popular do mundo, o smartphone seguirá viável.

Segundo a Reuters, a saída do Facebook pode ser um golpe mais duro que a do Google: “A proibição do Facebook, ao contrário do Google, aplica-se a qualquer telefone Huawei que ainda não tenha saído da fábrica”. Facebook e Huawei não quiseram comentar.

A questão para a empresa chinesa é menos a realidade e mais a percepção de uma história como essa. Na verdade, não há vantagem real em pré-instalar um aplicativo. Pelo menos, não até os novos modelos de smartphones perderem o acesso à Google Play Store. Mas, quando as manchetes chegam à mídia, isso repercute mal junto ao consumidor.

Até o momento, nenhum outro fornecedor de aplicativos, como o Twitter, havia comentado se seguiria o exemplo do Facebook. Os analistas continuam a observar de perto os números de vendas da Huawei, e quando os números do segundo trimestre forem divulgados, dentro de algumas semanas, será possível medir melhor o impacto da lista negra.

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