Os melhores episódios da 5ª temporada de “Black Mirror”, do pior para o melhor

Divulgação/Netflix
A temporada tem apenas três episódios, a exemplo do que ocorreu na estreia da série

Resumo:

  • O esforço de produção de “Bandersnatch” pode ter sido o responsável pela redução de episódios da quinta temporada de “Black Mirror”;
  • “Striking Vipers”, “Smithereens” e “Rachel, Jack and Ashley Too” são os novos capítulos da série;
  • Anthony Mackie, o Falcão de “Vingadores”, e a cantora Miley Cyrus são protagonistas de dois episódios.

A nova e 5ª temporada de “Black Mirror” estreou no Netflix no último dia 5. A temporada é mais curta que as outras, com três episódios, a exemplo da estreia da série, antes da compra pela plataforma de streaming. A mudança pode não ser permanente, mas parece uma consequência do trabalho da equipe em “Bandersnatch”, o longo episódio interativo, lançado no final de 2018. Deu mais trabalho por ter mais filmagens e variações de roteiro.

LEIA MAIS: Os 22 filmes da Marvel, do pior ao melhor 

Dado que existem apenas três episódios, a tarefa de os classificar é mais fácil que nas outras temporadas. Dois episódios podem ser classificados como muito bons, e um deles como ótimo, tornando esta uma temporada sólida em geral. Ainda é questionável se algum deles se encaixa no top 10 de todos os tempos, mas isso é assunto para outro ranking.

Abaixo, veja a nossa lista, com o mínimo de spoilers possíveis nas explicações. Como a maioria dos episódios do “Black Mirror”, quanto menos você souber sobre eles, melhor.

  • 3. “Rachel, Jack and Ashley Too”

    Foi um pouco difícil decidir qual episódio ocuparia o terceiro lugar. Eu não coloquei esse episódio aqui por conta de algum tipo de intenção anti-Miley Cyrus. Na verdade, eu acho que ela fez um ótimo trabalho com o seu papel, que obviamente é um que combina com ela. Ela interpreta uma popstar, Ashley O, que é um pouco menos Miley e um pouco mais Katy Perry, talvez, com suas cores brilhantes e letras ultraotimistas, mas vida pessoal obscura, pois é controlada pela sua tia e agente e drogada pelo seu médico pessoal. É sombrio.

    A outra metade da história gira em torno de duas irmãs, Rachel e Jack, que perderam a mãe. Jack lida tocando músicas tristes no violão. Rachel, sendo uma superfã de Ashley O. naturalmente, é a primeira na fila para garantir um Ashely Too, espécie de robô ajudante, guiado por IA, que faz tudo por você, desde ensinar passos de dança até ouvir sobre os seus sentimentos, tudo isso com a voz e o espírito positivo de Ashley O.

    O meu problema com esse episódio é que parece que ele tenta fazer muita coisa ao mesmo tempo. A mensagem com a qual Miley provavelmente concordou, de que ser uma estrela é difícil e de que todo mundo tenta a controlar, é um pouco rasa e fica um tanto boba com quão longe sua tia e equipe vão no final. A parte da Ashley Too é interessante e chega a mencionar uma tecnologia já vista num episódio anterior de “Black Mirror”, mas eu acho que o episódio teria se beneficiado de focar completamente em Rachel, Jack e Ashley Too, como diz o título, já que a parte da Ashley O não funciona tão bem, apesar da boa performance de Miley.

  • 2. “Smithereens”

    Este é ancorado por apenas uma coisa, o desempenho de Sherlock/Andrew Scott de Fleabag, que é absolutamente fenomenal interpretando um homem desesperado que sequestra um funcionário da empresa de mídia social Smithereens como refém para falar com o seu CEO.

    Comparado com a maioria dos outros episódios do “Black Mirror”, este é super pequeno, tendo como cenário apenas alguns locais. O principal é um carro em um campo onde o personagem de Scott detém um jovem estagiário (que ele confundiu com um executivo) como refém.

    A crítica a tecnologia aqui não é tão simples como em toda série, apenas uma rede social que simula o Facebook. Aborda alguns aspectos sombrios de privacidade, destacados em alguns momentos que mostram os líderes da Smithereens sendo capazes de obter mais informações sobre o protagonista antes mesmo da polícia, graças ao seu perfil na internet. Eles até transformam seu telefone em um dispositivo para o espionar enquanto ele pensa que espera para falar com o CEO.

    Topher Grace é o CEO, um híbrido de Jack Dorsey, do Twitter (ele está em retiro silencioso em Utah enquanto tudo acontece), e Mark Zuckerberg. O episódio mostra o personagem com uma quantidade surpreendente de empatia, agindo como se ele realmente tivesse perdido o controle sobre sua monstruosa rede social.

    As melhores e piores partes do episódio são o final. Primeiro, descobrir por que Andrew Scott faz tudo isso é comovente e brilhante, apesar de que talvez não precisasse de 55 minutos para isso ser exposto. Mas o final faz parecer que os escritores realmente não sabem como acabar com a história, e isso será entendido após assistir ao episódio.

  • 1. ”Striking Vipers”

    Fiquei surpreso que este episódio acabou sendo o primeiro da minha lista, porque a partir do trailer inicial, eu não tinha ideia do que se tratava. Este é definitivamente um episódio do qual você não deve saber spoilers, então, a descrição será tão vaga que pode ficar chata.

    A história se concentra em Danny (Anthony Mackie), que depois de se casar e ter um filho, reconecta-se com um amigo de uma década atrás. Os dois começam a jogar “Striking Vipers” online, um jogo de luta que é mais ou menos uma cópia de “Street Fighter” ou “Mortal Kombat”, e isso muda a vida de todos os envolvidos.

    O episódio levanta algumas questões muito interessantes sobre videogames, VR, tecnologia, moralidade e infidelidade, bem como uma nova classe de questões sexuais surpreendentes. Não tenho certeza de como me sinto sobre as conclusões que deram, mas este é um episódio muito poderoso.

3. “Rachel, Jack and Ashley Too”

Foi um pouco difícil decidir qual episódio ocuparia o terceiro lugar. Eu não coloquei esse episódio aqui por conta de algum tipo de intenção anti-Miley Cyrus. Na verdade, eu acho que ela fez um ótimo trabalho com o seu papel, que obviamente é um que combina com ela. Ela interpreta uma popstar, Ashley O, que é um pouco menos Miley e um pouco mais Katy Perry, talvez, com suas cores brilhantes e letras ultraotimistas, mas vida pessoal obscura, pois é controlada pela sua tia e agente e drogada pelo seu médico pessoal. É sombrio.

A outra metade da história gira em torno de duas irmãs, Rachel e Jack, que perderam a mãe. Jack lida tocando músicas tristes no violão. Rachel, sendo uma superfã de Ashley O. naturalmente, é a primeira na fila para garantir um Ashely Too, espécie de robô ajudante, guiado por IA, que faz tudo por você, desde ensinar passos de dança até ouvir sobre os seus sentimentos, tudo isso com a voz e o espírito positivo de Ashley O.

O meu problema com esse episódio é que parece que ele tenta fazer muita coisa ao mesmo tempo. A mensagem com a qual Miley provavelmente concordou, de que ser uma estrela é difícil e de que todo mundo tenta a controlar, é um pouco rasa e fica um tanto boba com quão longe sua tia e equipe vão no final. A parte da Ashley Too é interessante e chega a mencionar uma tecnologia já vista num episódio anterior de “Black Mirror”, mas eu acho que o episódio teria se beneficiado de focar completamente em Rachel, Jack e Ashley Too, como diz o título, já que a parte da Ashley O não funciona tão bem, apesar da boa performance de Miley.


Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil (copyright@forbes.com.br).