Estudo aponta que patinetes elétricos são ruins para o ambiente

Paul Zinken/picture alliance via Getty Images
Além de causar acidentes, as recargas constantes do veículos compartilhados são danosas

Resumo:

  • Um estudo da North Carolina State University analisou processo de fabricação, uso e ciclo de vida dos populares patinetes elétricos;
  • Andar 1,6 km no veículo emite mais gás carbônico do que fazer o trajeto de transporte público ou usar um ciclomotor.

Os patinetes têm aparecido em cidades do mundo todo desde o ano passado. Espalhados pelas calçadas e aliados aos smartphones, eles são pegos e devolvidos onde o usuário bem entender.

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Os veículos têm controvérsias. Críticos dizem que eles estão resultando em acidentes e até mesmo mortes e que estão se tornando uma nova forma de lixo urbano por bloquearem as calçadas. Agora, um novo estudo está introduzindo outra crítica a um dos pontos fortes dos patinetes elétricos, a ideia de que eles são bons para o meio ambiente.

Um estudo de pesquisadores da North Carolina State University examinou todo o ciclo de vida dos veículos, da produção ao descarte. Mais importante, analisou a pegada de carbono fruto da recarga contínua dos patinetes.

A pesquisa constatou que uma viagem de aproximadamente 1,6 km geralmente emite mais gases de efeito estufa do que andar de ônibus a diesel ou ciclomotor. Os pesquisadores dizem que o estudo foi conduzido depois de encontrar em um patinete da Lime o adesivo: “seu passeio é livre de carbono”.

Os patinetes tendem a ter uma vida útil curta, embora o processo de fabricação use muitos recursos. Alguns são descartados após mau funcionamento, e há relatos de patinetes que foram jogados em rios ou canais. A produção é responsável por cerca de metade das emissões da scooter. A outra metade é emitida no processo de coleta e recarga.

“Em cerca de dois terços do tempo, os passeios de scooter geram mais emissões de gases do efeito estufa do que outro transporte alternativo”, disseram os autores do estudo, acrescentando que as emissões produzidas por ciclomotores compartilhados são “maiores do que os trajetos de carro evitados”.

Os passeios de patinete geralmente são curtos e não substituem um carro pessoal, embora às vezes eles possam entrar no lugar de um trajeto de táxi.

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O estudo recomenda que a logística envolvida no uso dos patinetes considere veículos elétricos para coletar as scooters — fazendo isso apenas quando estiverem totalmente esgotados –, reduzir as distâncias entre os pontos de coleta e armazenamento. Além de usar mais materiais reciclados na produção, a fim de reduzir suas emissões. Exigir que os usuários devolvam os patinetes aos armazéns das empresas, em vez de deixá-los em qualquer lugar, também reduziria muito as emissões, embora isso, obviamente, impacte sua conveniência.

Nas condições atuais, 65% das viagens de patinete geram mais emissões do que o uso de transporte público ou a condução de um ciclomotor. Se as alterações de redução de emissão recomendadas fossem feitas, o impacto seria de 35 a 50%.

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