Michael Klein: um ícone que se reinventa

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Michael Klein está à frente da Icon Aviation

A rede de varejo Casas Bahia deve muito de seu sucesso à agilidade de seus gestores para se locomover e tomar decisões estratégicas in loco. Dessa experiência como heavy user da aviação executiva nasceu em Michael Klein a ideia de montar o serviço de táxi aéreo com a maior frota de aviões e helicópteros da América do Sul. Nascia a Icon Aviation, braço do grupo CB. Seus conhecimentos tanto dos negócios iniciados por seu pai, o lendário Samuel Klein, quanto de aviação vêm dando resultados. “Temos dez hangares em diferentes aeroportos na região Sudeste, com bases em Congonhas, no Campo de Marte, em Sorocaba, Santos Dumont e Brasília”, conta o empresário. “Além do charter, investimos no atendimento em hangar para quem tem aeronave, em consultoria para compra e venda de aeronaves e em um novo sistema de propriedade compartilhada, no qual a Icon sempre é um cotista.” Veja a seguir o que mais Michael Klein diz sobre essa nova etapa de sua vida.

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Oportunidade

“Muita gente que se desfez de aeronaves por causa da crise econômica passou a fretar aviões e helicópteros. Investimos em uma frota nova e nos tornamos uma ferramenta importante para quem precisa visitar bases no interior do Brasil, em aeroportos sem aviação regular, ou com horários de voos que não combinam com horários de reuniões.”

Para cada missão

“A diversificação de aeronaves é decisiva para quem depende do transporte aéreo privado. Temos desde turbo-hélices para pistas de terra até jatos de médio e longo alcance, com tamanhos diferentes (além dos helicópteros). São mais de 30 aeronaves. Conseguimos atender clientes com diferentes necessidades: ir a Brasília e voltar com três pessoas ou fazer um voo mais curto com muita gente.”

Mais barato

“Uma das iniciativas que têm dado certo é a venda de assentos, com voos compartilhados. Tudo com autorização da Anac (a autoridade de aviação civil). No modelo tradicional, o custo é maior porque inclui o retorno da aeronave vazia para a base e as despesas globais da operação. Nesse formato, as pessoas conseguem voar pagando muito menos.”

Helicóptero todo dia

“Sempre usei a aviação, meu pai e meu irmão (Saul) tam-
bém – para decidir onde ergueríamos uma nova loja, por exemplo. No começo, fretávamos. Depois, compramos aviões e helicópteros. Com o tempo, toda a diretoria da Casas Bahia passou a usar, para todo tipo de missão. De uns tempos para cá, passei a voar praticamente todos os dias, de helicóptero. A gente ganha tempo, não fica preso no trânsito, é mais seguro e eu consigo cumprir uma agenda bem extensa. Também uso jato quando vou prospectar ou fechar negócios em outras cidades ou até fora do Brasil.”

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Os maiores benefícios são…

“Não depender da aviação regular – perde-se tempo nos aeroportos e não se vai a todos os lugares. Além disso, você tem a certeza de que vai chegar a um compromisso inadiável, pode trabalhar a bordo sem se preocupar em deixar vazar dados sigilosos… Também pode descansar antes de uma reunião importante e voltar para casa mais vezes, estar mais com a família.”

A bronca

“O Brasil precisa de aeroportos mais bem preparados para atender à aviação de negócios. Precisamos conseguir voar com segurança mesmo com condições meteorológicas adversas. Precisamos de pistas maiores e torres de controle.”

Reportagem publicada na edição 61, lançada em setembro de 2018

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