Laudemio, o azeite de oliva mais gourmet do mundo

Courtesia Laudemio
Rótulo de azeitonas frescas passa por 20 filtros ao longo da produção

Enfrentar uma prateleira cheia de azeites de oliva, mesmo aqueles marcados como extra virgens e importados de um país de produção reconhecida, pode ser intimidante para qualquer consumidor. O passeio também pode sair caro, especialmente quando você opta por seleções exclusivas. Uma boa opção é o azeite Laudemio, produzido pela família Frescobaldi, clã que remonta a mais de mil anos na história da Toscana e que vem fazendo vinho e azeite nos últimos sete séculos. Há três décadas, a família lançou sua marca com o objetivo de oferecer o melhor do mercado — e pode-se dizer que conseguiu. A safra de 2018 — o ano vem marcado nas garrafas, característica incomum entre azeites — deve chegar aos Estados Unidos e ao Japão, seus dois maiores mercados, ainda em 2018. Para se ter uma ideia de preçø: a safra de 2017 está atualmente à venda por US$ 45 a garrafa de 500 ml.

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O nome Laudemio tem sua origem nos tempos medievais: refere-se à melhor parte da colheita reservada para o senhor feudal. O produto foi elaborado em resposta a uma tragédia: o congelamento da Toscana de 1985 que dizimou a maior parte das azeitonas no campo. “Decidimos relançar o azeite no ano seguinte, fazendo o melhor já feito”, diz Matteo Frescobaldi, parte da 30ª geração da família e agora à frente da linha Laudemio.

Já que as condições climáticas em torno de Florença são as mais extremadas das regiões produtoras de azeite — quentes de dia, frias à noite — e os 741 acres de propriedade da família Frescobaldi estão em maior altitude com condições de vento mais forte, o azeite produzido no local com três variedades de azeitonas é mais rico em nutrientes, tem a cor verde esmeralda e um sabor intenso de gramíneas e alcachofra.

Mas o cultivo é apenas uma parte de um processo extenso e rigoroso: as azeitonas são colhidas assim que começam a amadurecer e moídas no mesmo dia, por cerca de seis horas. É preciso rapidez, porque as que são deixadas em sacos começam a perder nutriente e sabor e ainda podem fermentar. O frescor também é mantido por uma dupla filtragem com 20 filtros de papel; a maioria dos outros azeites é filtrada apenas uma vez ou nem chega a ser. Cada lote do Laudemio é testado para avaliar se as suas características atendem aos padrões estabelecidos por um consórcio de 20 produtores. Se um lote falhar, será marcado como um azeite extra virgem, mas não será um Laudemio.

Já que as azeitonas são prensadas logo no início do amadurecimento, o sabor é vívido, mas a dose de óleo é pequena. Como resultado, a produção é breve: neste ano, devem ser produzidos 50 mil litros. Com a chegada do Natal, pode ser o presente perfeito para um chef gourmet.

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