Empreendimentos de luxo trazem de volta o glamour do Rio de Janeiro

Divulgação
Rooftop do hotel arpoador

Aos saudosos dos anos 1950 e 1960 no Rio de Janeiro, ainda mais nostálgicos depois da estreia da série brasileira Coisa Mais Linda na Netflix, uma boa notícia: a antiga capital do país vem se movimentando para retomar seu inconfundível glamour.

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Na hotelaria, desde o segundo semestre de 2018 as novidades não param. O primeiro a abrir portas, no fim do ano passado, foi o Janeiro, hotel-boutique no Leblon e primeira empreitada no segmento de hospitalidade do fundador da grife Osklen, Oskar Metsavaht. Na sequência, já em 2019, foi festejada a reabertura do Arpoador (um velho conhecido da orla carioca, inaugurado em 1974), que, após reforma do arquiteto Thiago Bernardes, do escritório Bernardes Arquitetura, ganhou novos ares e se tornou clean e moderno. Também previsto para este ano, o cinco estrelas Fairmont Copacabana, do conglomerado AccorHotels, marca a chegada da bandeira de luxo à América Latina. De
proporções maiores, o hotel tem 375 quartos e privilegiou toques de brasilidade em sua decoração, com mobiliário assinado por designers brasileiros.

As grifes de luxo também estão voltando ou desembarcando na Cidade Maravilhosa pela primeira vez. Mesmo depois da aquisição do Belmond Copacabana Palace pelo grupo LVMH, a Gucci, que é de propriedade do seu principal rival, o Kering Group abriu loja na fachada do hotel. A italiana Bottega Veneta, por sua vez, inaugurou boutique própria no
Shopping Village Mall em abril.

As opções gastronômicas se multiplicam e ganham mais visibilidade. No fim do último ano, o Fasano abriu um quiosque na praia, batizado de Marea, bem em frente ao hotel. O recém-lançado Guia Michelin deste ano premiou mais dois restaurantes cariocas com uma estrela: o Oteque, do chef Alberto Landgraf, e o Cipriani, que se juntaram ao time dos estrelados Oro, Lasai, Olympe e Mee. Entre as novidades para o próximo ano, previstas para março, está o Mercado do Porto, empreitada do grupo Best Fork, do empresário Marcelo Torres. O edifício de 6 mil metros quadrados, localizado na Praça Mauá, próximo ao Museu do Amanhã, vai demandar R$ 45 milhões em investimentos. “O projeto nasceu pensando no coletivo e na economia compartilhada. Estamos colocando grandes marcas, as principais de cada segmento, no mesmo ambiente. Entre os confirmados estão Mr. Lam, Naga, Satyricon e Laguiole”, diz Torres.

Fora do universo da gastronomia, há também a promessa de a Fórmula 1 retornar ao Rio após um hiato de três décadas em São Paulo. Caso o projeto siga adiante, será construído um novo autódromo com o nome de Ayrton Senna, com orçamento inicial de R$ 850 milhões, provenientes da iniciativa privada.

  • Projeto do futuro Mercado do Porto, no Centro

  • A primeira boutique Bottega Veneta do Rio

  • Bar do Fairmont Copacabana

  • Quiosque Marea, do Fasano

Projeto do futuro Mercado do Porto, no Centro

Reportagem publicada na edição 68, lançada em junho de 2019

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