3 dicas para lidar com a raiva no trabalho

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Considere quais são seus padrões e o que seria necessário para passar pela emoção naquele momento

Recentemente, vi-me enfurecida após minha colega de trabalho ter pisado na bola comigo. Isso foi emocionante, pois a raiva é um sentimento difícil para eu lidar, além de ser um desafio ainda maior ter consciência dela. Mas raiva é algo que todos nós sentimos.

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Pedi ajuda ao Dr. Tim Kershenstine, um coach focado em saúde emocional.

Veja, na galeria de fotos abaixo, 3 dicas que eu e ele selecionamos para lidar com a raiva no trabalho de uma forma saudável e produtiva:

  • 1. Reconheça e aceite que você está com raiva

    Quando amadureci, a raiva não era uma emoção fácil para eu admitir. Poderia facilmente reconhecer que estava triste, frustrada, desapontada ou chateada, mas nunca irritada.

    Precisei passar pelo furacão Katrina, um relacionamento romântico particularmente tóxico e muita terapia para reconhecer e aceitar a raiva. Ainda assim, desde então, minha resposta padrão a isso é ficar com raiva de mim mesma e fazer muita autocrítica.

    Pode haver um significado cultural de gênero para este padrão, já que é mais socialmente aceitável para os homens esbravejarem do que para as mulheres. Kershenstine afirma que “a falta de aceitação cultural em torno da raiva das mulheres pode fazer com que elas se aconstumem a guardar esse sentimento”.

    Em vez de expressar a minha raiva como um homem, eu me culpo.

    Minha autocrítica soou assim:

    “Não posso acreditar que fui tão ingênua para deixar minha colega assumir a liderança neste processo. Eu deveria ter seguido meus instintos, ter estado mais em contato e expressado minha preocupação quando vi pela primeira vez que isso poderia ocorrer. Em vez disso, apenas deixei ela liderar, o que me prejudicou”.
    Não é exatamente um monólogo interior rico em autocompaixão.

    Kershenstine aconselha que “quando você reconhece a raiva, pode conscientemente escolher o que fazer com ela, em vez de simplesmente reagir”.

    Minha reação padrão de autocrítica mantém as coisas engarrafadas e desliga a raiva de uma maneira não-saudável. Ter noção da minha raiva sobre a situação me permitiu escapar da armadilha da dúvida e me esforçar para fazer uma escolha diferente e mais consciente.

  • 2. Permita-se realmente sentir raiva

    Depois que percebi que estava brava, encontrei-me dizendo a um amigo: “Não é construtivo para mim ficar com raiva da minha colega”.

    Eu tentava mudar minha visão para uma perspectiva positiva, que Kershenstine diz que essencialmente suprime minha raiva.

    Aqui estão os meus esforços para anular minha raiva com positividade (supressão):

    “Já que preciso que a minha colega faça o seu trabalho avançar, estar com raiva dela é contraproducente para os meus objetivos. Ter uma conversa difícil nesta conjuntura me esgotaria, então, é ineficaz ficar com raiva”.

    Este pode ter sido um argumento racional para tentar acabar com a minha raiva. No entanto, como os autores do livro “Conversas Difíceis” escreveram: “Não importa se seus sentimentos são razoáveis ou racionais. O que importa é que eles estão lá. Estes sentimentos são muito poderosos para permanecer pacificamente guardados. Eles serão ouvidos de uma forma ou de outra, seja em vazamentos ou explosões”.

    Minha conclusão foi: não se concentre na resposta racional e socialmente aceitável em primeiro lugar Eu precisava ficar com a minha raiva por um tempo sem tentar corrigi-la ou resolver problemas. Primeiramente, para reconhecer e aceitar que estava brava e, em seguida, para de fato senti-la.

    Ficar com muita raiva foi assim:

    “Minha colega é a especialista. Isso é irritante. Estou zangada com ela e com a situação. [Palavrão, palavrão, palavrão] Ela realmente me ferrou. Ela foi irresponsável e não fez o que se comprometeu a fazer. Ela me prometeu, deixou-me com esperanças e me ferrou”.

    No entanto, Kershenstine adverte: “Algumas pessoas ficam presas em sua raiva e, se nos apegarmos a ela, poderá ser uma força muito destrutiva”.

    Para mim e outros que lutam para sentir isso, perceber e aceitar a raiva nos permite passar por ela, em vez de suprimi-la.

    Para aqueles que tendem a fazer dos outros o alvo de sua raiva, admitir a emoção pode permitir canalizá-la para uma direção mais saudável, em vez de guardá-la.

    Eu admiti a raiva ao falar por meio dela e a registrar o que senti. Descobri, então, que a emoção foi organicamente dissipada e liberada.

  • 3. Faça estratégias sobre como proceder

    Depois que a raiva diminuiu naturalmente, eu fiquei muito mais à vontade. Ainda estava frustrada e desapontada com a experiência, mas tinha perdido grande parte de sua intensidade e frenética energia.

    Aqui está a minha avaliação racional da situação, após a raiva ter se dissipado:

    “Não acho que minha colega tenha deliberadamente deturpado qualquer coisa. Ela estava muito otimista, e isso aumentou minhas esperanças. Este é um processo opaco. Talvez houvesse mais do que ela poderia ter feito, mas você não sabe disso, e não há muito que possa ser feito agora. Você aprendeu muito com essa experiência. Agora, você pode ter uma conversa difícil ou apenas ser mais pró-ativa no futuro”.

    No passado, os sentimentos de estresse, dúvida ou frustração teriam se prolongado. É surpreendente para mim o quão calmamente me reconectei com o sentimento autêntico de otimismo e aceitação.

    Apesar de eu ter algumas décadas de vida, a raiva ainda parece ser uma nova emoção e quase me encanta quando eu a noto. Quando posso me permitir estar presente com ela, às vezes, penso: “Oh, eu sei o que é isso! Estou com raiva. Legal! ”

    Conforme você reflita sobre seu relacionamento com a raiva ou sobre qualquer emoção que possa ser difícil de explorar, considere quais são seus padrões e o que seria necessário para passar pela emoção naquele momento.

1. Reconheça e aceite que você está com raiva

Quando amadureci, a raiva não era uma emoção fácil para eu admitir. Poderia facilmente reconhecer que estava triste, frustrada, desapontada ou chateada, mas nunca irritada.

Precisei passar pelo furacão Katrina, um relacionamento romântico particularmente tóxico e muita terapia para reconhecer e aceitar a raiva. Ainda assim, desde então, minha resposta padrão a isso é ficar com raiva de mim mesma e fazer muita autocrítica.

Pode haver um significado cultural de gênero para este padrão, já que é mais socialmente aceitável para os homens esbravejarem do que para as mulheres. Kershenstine afirma que “a falta de aceitação cultural em torno da raiva das mulheres pode fazer com que elas se aconstumem a guardar esse sentimento”.

Em vez de expressar a minha raiva como um homem, eu me culpo.

Minha autocrítica soou assim:

“Não posso acreditar que fui tão ingênua para deixar minha colega assumir a liderança neste processo. Eu deveria ter seguido meus instintos, ter estado mais em contato e expressado minha preocupação quando vi pela primeira vez que isso poderia ocorrer. Em vez disso, apenas deixei ela liderar, o que me prejudicou”.
Não é exatamente um monólogo interior rico em autocompaixão.

Kershenstine aconselha que “quando você reconhece a raiva, pode conscientemente escolher o que fazer com ela, em vez de simplesmente reagir”.

Minha reação padrão de autocrítica mantém as coisas engarrafadas e desliga a raiva de uma maneira não-saudável. Ter noção da minha raiva sobre a situação me permitiu escapar da armadilha da dúvida e me esforçar para fazer uma escolha diferente e mais consciente.

 

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