12 donos de hotéis boutique mais inovadores do mundo

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Inovadores proprietários do setor de hotéis boutique estão incrementando suas estruturas para redefinir o significado desse tipo de hospedagem

Resumo:

  • Mercado hoteleiro enfrenta transformações e busca inspiração no conceito boutique para atrair visitantes;
  • Os hotéis boutique apostam na exclusividade intimista com conceitos culturais e pessoais aplicados ao design, gastronomia e atividades oferecidas pelo negócio;
  • Proprietários abrem espaços de seus hotéis ao público a fim de obter visibilidade e engajamento local;
  • Consumidores millennials, preocupados com a imortalização digital das experiências, demandam hospedagens esteticamente agradáveis e atraentes.

A indústria da hospitalidade está no meio de uma espécie de revolução. À medida que as grandes redes tentam imitar o modelo experiencial estabelecido pelos independentes e pelos hotéis boutique, os inovadores proprietários do setor de hotéis boutique estão incrementando suas estruturas para redefinir o significado desse tipo de hospedagem como conhecemos hoje.

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Uma alternativa para estruturas mais corporativas, os hotéis boutique abriram um caminho de possibilidades. Os hoteleiros desafiam, constantemente, as funções das propriedades de hospedagem, o que resulta em uma série de experiências únicas e globais. Como consequência, as novas tendências do setor sempre começam no ambiente dos hotéis boutique.

Conheça, a seguir, alguns dos temas emergentes, juntamente com exemplos de proprietários que criam tendências.

  • Inspirações estrangeiras e escapismo local

    Historicamente, os hotéis boutique são pensados amplamente com base nas características da região e da cultura. No entanto, esse entendimento começa a ser desafiado e revisado por hoteleiros que, em vez disso, inspiram-se em sua própria herança. Eles implementam arte, gastronomia e costumes tradicionais de suas vivências em propriedades pelo mundo, criando, portanto, alguns dos lugares para se hospedar mais notáveis do momento, atraentes tanto para viajantes quanto para moradores locais.

  • Em 1992, Elisabetta Fabri criou o Starhotels International The Michelangelo, levando o toque italiano da assinatura da marca para Manhattan. A série de hotéis internacionais da empreendedora mostra a cultura, arte e design da Itália, criando, efetivamente, pequenos refúgios do país da renascença em todo o mundo.

  • Jayma Cardoso passou a maior parte de sua juventude no Brasil, uma história que se manifesta na decoração, no serviço e na atmosfera geral do icônico Surf Lodge, em Montauk, no estado norte-americano de Nova York. O hotel é reconhecido pelo seu ambiente praiano e reputação de destino “it” para viajantes e moradores locais.

  • Embora os hotéis de Tim e Kit Kemp em Firmdale sejam mais conhecidos no Reino Unido, seus dois estabelecimentos em Nova York são particularmente notáveis refúgios ingleses, completos com os autênticos chás da tarde e o design britânico de Kit Kemp.

  • Promoção do engajamento local

    À medida que a existência de esferas públicas diminui rapidamente, os hotéis boutique podem servir como os poucos espaços comunitários remanescentes. Esta característica é preservada por alguns hoteleiros. Propriedades que oferecem espaços abertos à comunidade – sejam bares, lounges ou outros pontos de encontro – têm maior probabilidade de não apenas se envolver com a população local, mas também de cultivar a lealdade à marca.

  • O PUBLIC Hotel, de Ian Schrager, tornou-se conhecido em Nova York talvez mais pelas mentes criativas e modelos locais que frequentam seu bar e lounge do que por seus serviços de hotel. A reinvenção do espaço por Schrager prova que envolver a comunidade pode ser significativamente lucrativo.

  • Sonia Cheng levou o Rosewood Hotel Group ao patamar de uma das principais marcas de hotéis de luxo do mundo. A renovação não convencional que a empreendedora promoveu no bar do Rosewood em Londres provou ser um imenso sucesso que o público local tem valorizado.

  • O Grupo Sydell se tornou conhecido por seus estabelecimentos com atividades gratuitas, onde são fornecidas plataformas para músicos locais realizarem e oferecerem workshops, engajando a comunidade.

  • Estímulo ao apelo estético

    Design e estética têm sido elementos críticos do apelo dos hotéis boutique há muitos anos, embora o impacto tenha sido amplificado exponencialmente como resultado das mídias sociais e do mercado millennial. No passado, a arte e a estética tinham importância secundária para o serviço, mas hoje, esses estabelecimentos que investem na criação de um ambiente único adquirem o tráfego de uma clientela tão interessada na sua experiência quanto a sua imortalização online.

  • Girish Jhunjhnuwala identifica seu grupo de propriedades independentes Ovolo como uma cadeia de micro-hotéis com ambiente familiar. Cada hospedagem possui um design estético inebriante, memorável e alegre, com arte e doces coloridos.

  • Cada uma das unidades do Mama Shelter, de Serge Trigano, está decorada com paredes brilhantes, arte única e uma personalidade elegante e jovial. O apelo estético e a dedicação da marca à acessibilidade e ao serviço inigualável adquiriram uma larga vantagem entre os millennials.

  • O June Motel, de April Brown e Sarah Sklash, no Condado de Prince Edward, em Ontário, no Canadá, reinventa a experiência do motel propriamente dito por meio do seu design exclusivamente feminino, que é tão fotografável quanto agradável. As redes sociais da marca destacam a estética que tanto atrai seus visitantes.

  • Colaboração e marcas multiconceituais

    Talvez a tendência mais significativa e complexa a ser observada no segmento dos hotéis boutique seja a colaboração de marca – ou a marca multiconceitual. Como as marcas multiconceituais (aquelas que expandem sua atuação e valores para outras indústrias) estão crescendo em popularidade, muitas delas artisticamente inclinadas acham que o ramo da hotelaria é um campo de expansão precário, mas próspero. Da mesma forma, as colaborações permitem que experiências únicas de determinada marca sejam assimiladas dentro da plataforma da hospitalidade, sem necessariamente investir em um hotel completo.

  • O criador de casas noturnas Charles Khabouth viu um mercado para hotéis que combinam experiências hoteleiras com serviços de luxo, uma noção que ele levou ao Bisha, sua propriedade em colaboração com o ícone musical Lenny Kravitz. O local descolado conquistou um lugar entre os 15 melhores hotéis do ranking da “Conde Nast” em Toronto, com suítes projetadas pelo músico.

  • Nascido em Israel, Liran Wizman é o fundador e proprietário da Europe Hotels Private Collection. Sua criação pessoal, o Sir Hotels, inspira-se esteticamente na sua coleção de moda masculina, o que proporciona uma experiência imersiva da marca.

  • O Shinola Hotel de Detroit, desenvolvido por Tom Lewand, Tom Kartsotis e Dan Gilbert, foi criado para levar a estética e a experiência do varejo de luxo à cidade, que eles consideram que incorpora seus valores. O design foi inspirado nas fachadas das lojas de luxo Shinola e no edifício original do hotel, e foi recebido com elogios quase universais.

Inspirações estrangeiras e escapismo local

Historicamente, os hotéis boutique são pensados amplamente com base nas características da região e da cultura. No entanto, esse entendimento começa a ser desafiado e revisado por hoteleiros que, em vez disso, inspiram-se em sua própria herança. Eles implementam arte, gastronomia e costumes tradicionais de suas vivências em propriedades pelo mundo, criando, portanto, alguns dos lugares para se hospedar mais notáveis do momento, atraentes tanto para viajantes quanto para moradores locais.

À medida que a hospitalidade evolui, os empreendedores do segmento dos hotéis boutique enfrentam o desafio de se tornarem cada vez mais inovadores – um feito que os magnatas do setor mencionados na galeria acima não apenas realizaram, mas verdadeiramente revolucionaram. Os hotéis boutique oferecem uma tela sempre flexível, na qual esses artistas continuamente criam obras contemporâneas.

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