Executivos brasileiros declaram amor às suas motos

Renatto Pizzutto
Tiago Alves, CEO da Regus, conta que só não perdeu a palestra de Barack Obama porque estava de moto

“Moto é networking”

Tiago Alves

No dia 30 de maio, Barack Obama esteve em São Paulo para palestrar sobre inovação digital. Além de frisar que educação não é caridade e deve ser foco de investimento, o ex-presidente dos Estados Unidos reclamou do trânsito de São Paulo. “Difícil até com escolta policial”, bradou Obama. Impossível tirar a razão do havaiano. Quem foi de carro para o local do evento, na zona sul da cidade, sofreu com um engarrafamento monstruoso. Tiago Alves estava lá entre os 15 mil presentes. Saiu em cima da hora de uma reunião na Zona Oeste e foi de moto. “Se eu fosse de carro, teria perdido a palestra”, diz o CEO da Regus, empresa que fornece soluções para espaços de trabalhos flexíveis (coworking).

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Foi essa mobilidade que sempre fascinou e atraiu Tiago para o universo das duas rodas. Quando comprou sua primeira moto, uma Buell City Cross, morava na Vila Mariana e trabalhava no grupo Semco, na Chácara Flora, dois bairros distantes 13 quilômetros na Zona Sul de São Paulo. “De moto, o tempo gasto caiu pela metade: de uma para meia hora.” A compra da moto da marca norte-americana, hoje extinta depois de ser adquirida pela Harley-Davidson, deu-se aos 22 anos, três anos depois de o executivo mineiro habilitar-se. “Minha mãe não deixava.”

A família Alves veio de Bom Jardim de Minas, no sudeste de Minas Gerais, lar de 6 mil habitantes. “Quando chegamos em São Paulo, tudo parecia muito maior do que já é. Muita gente, muito carro, muito movimento, muito perigoso. Ver o filho de moto no meio daquilo tudo era impensável para minha mãe.”

O desejo de dar de ombros para o trânsito paulistano falou mais alto e, após uma conversa franca com dona Maria Inês, Tiago bateu o martelo na Buell. Não sem antes fazer um curso de pilotagem no autódromo de Interlagos. Escolheu uma moto larga, nem tão conveniente para ziguezaguear entre os carros. “Sim, já existia a vontade de ter uma moto rápida, mas a escolha, acredite, foi calcada na segurança.” O CEO pondera que o tamanho da moto inibe mergulhos arriscados entre os carros. “Eu já me conhecia. Gosto de acelerar. A moto grande impõe limites para andar no corredor. Perco agilidade, mas ganho segurança.”

Tiago está com uma Ducati Multistrada 1260S. Costuma ir com ela às reuniões. Recebe olhares tortos. “Existe preconceito. A maioria vai de carro.” Ele não se importa. “Isso está mudando. O impacto de chegar de moto está mais leve. O ambiente como um todo ficou mais informal. Além disso, a moto levanta a bandeira da mobilidade, mostra preocupação, modernidade.”

A moto também virou ferramenta para fazer negócios, segundo Tiago. “Muitos dos clientes da Regus eu conheci nesse mundo. É um networking de nicho, de paixão. É mais forte que networking de eventos. Quando o assunto moto aparece na conversa, um começa a mostrar foto para o outro, e o contato está feito.” O assunto é tão sério que Tiago criou na Regus um clube para reunir clientes que andam de moto. “No último passeio, tivemos 100 executivos e clientes com suas motos. Isso agrega valor a um business que é commodity.”

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Antes da Ducati, o executivo teve, além de duas Buell, uma Yamaha YZF-R1 por cinco anos, uma Super Ténéré 1200, também Yamaha, por três anos e, “mordido pelo mosquito Harley”, uma V-Rod Muscle, ícone desenvolvido em conjunto com a Porsche. “A Harley é um capítulo à parte. Você mexe toda hora, troca as coisas, quer customizar. É como um Lego.”

Mas nessas de andar em autódromos, de ir a eventos profissionais de moto e de fazer networking sobre duas rodas, conheceu o presidente da Ducati, que lhe ofereceu uma Multistrada por um fim de semana. “Ele mexeu com a minha paixão. Além disso, sempre quis ter uma moto vermelha e acho que a Ducati fica linda nessa cor.” Também pesaram na decisão de levar a moto italiana para a garagem a generosa eletrônica embarcada e o aquecimento de manopla. “Faz toda a diferença quando pego o Rodoanel a 13 graus.”

“Quero ir de Paris até Pequim de moto. Vamos?”

Amaury Olsen

Renatto Pizzutto
O empresário Amaury Olsen gosta tanto de viajar de moto que, no fim da conversa, convidou o repórter para pegar a estrada

“O risco motiva a gente. A novidade me fascina. Tenho gosto por aventura. Acho que é porque sou descendente dos vikings.” Amaury Olsen, bisneto de noruegueses, é protagonista daquelas histórias improváveis e fascinantes nas quais o garoto, novo de tudo, entra office-boy e, no suor e no talento, vira presidente da empresa. A impressionante carreira deu-se na Tigre, que, à época de sua contratação, meados dos anos 1970, chamava-se Hansen Industrial.

Quando assinou a carteira na empresa, aos 20 anos, Amaury já cultivava a paixão, ainda platônica, pela aventura. Culpa do tio Hempi Züge, que visitava a família na fazenda onde moravam, em Rio Negrinho, interior de Santa Catarina. O irmão da mãe era piloto, disputava corridas em estradas de terra e chegava à fazenda, vindo de Joinville, montado em uma Guzzi monocilíndrica, ano 1949, moto mítica da centenária marca italiana. “Era aquele tio de quem a gente gosta de se sentar ao lado para ouvir histórias.”

Enquanto subia os primeiros degraus profissionais, Amaury começou a poupar um pedacinho do salário para realizar o sonho da moto própria. Em 1975, aos 26 anos, com um empréstimo de “20 mil dinheiros da época” feito no Bradesco, arrematou uma Honda XL 250 importada. Veio buscá-la em São Paulo e voltou rodando os 527 quilômetros até a garagem de casa em Rio Negrinhos. A XL abriu-lhe o mundo: viajava pelas serras catarinenses, fazia trilhas, participava de provas de rali. Ainda nos anos 1970, teve a célebre CB 400 e a desejada CBX 750, imortalizada como sete-galo, talvez a pioneira entre as motos esportivas.

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A primeira grande jornada sobre rodas veio em 1977, já casado, com filhos e formado em administração de empresas. Depois de viajar – enviado pelo patrão para uma espécie de MBA na University of Southern California –, decidiu voltar ao Brasil sobre duas rodas. Comprou uma BMW R100 RS e veio América abaixo com dois amigos – João Hansen Neto, filho do dono da Tigre, e Lucilio Balmer, piloto para quem Amaury já havia feito apoio duas vezes nas Mil Milhas de Daytona. Estacionou em Joinville 15 mil quilômetros e 45 dias depois. A R100 RS segue nas mãos de Amaury – ao lado da Guzzi do tio Hempi, é uma das estrelas do museu pessoal que o empresário construiu na fazenda de Rio Negrinhos.

Amaury nunca deixou de levar a vida sobre duas rodas. Viaja, coleciona, limpa, arruma, faz trilhas, compete… Nos anos 1980, chegou na segunda colocação no Enduro da Independência, prova off-road de regularidade nas montanhas do Sudeste brasileiro. Seus fracos, no entanto, são os desertos. Já armou expedições para o Jalapão, para os Lençóis Maranhenses, para o Atacama, para a Baja Califórnia, para o Marrocos…

Em 2009, foi de caminhão para o Rally Dakar, na América do Sul, fazer o apoio do piloto Guilherme Spinelli, quatro vezes campeão do Rally dos Sertões. No quinto dia, nos arredores de Mendoza, na Argentina, um acidente tirou Spinelli da prova, mas Amaury seguiu em frente. Na manhã seguinte, comprou uma BMW R1200 GS em Santiago, capital chilena, e no fim do dia a moto estava emplacada, à sua disposição. O empresário também não se desfez dessa BMW: com 50 mil quilômetros rodados, está na casa de um amigo no Chile.

Desde que deixou a presidência da Tigre, Amaury se dedica à sua consultoria e faz parte do conselho de gigantes brasileiras, como Klabin, Duratex e Baumgart, e internacionais, como Rotoplas (México) e S&B (Estados Unidos). “Estar em conselhos tem uma carga mais leve do que a vida executiva. A gente cobra em vez de entregar. As reuniões acontecem depois do dia 10, quando saem os balanços. Então tenho liberdade para viajar no começo de cada mês, não aceito agenda nesse período. Sem falar que em janeiro e julho as atividades dos conselhos diminuem bastante.”

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Prestes a completar 70 anos, Amaury não tira a mão do acelerador. Na semana em que conversou com a reportagem da Forbes, estava de saída com sua KTM 1290 para Santa Catarina. Sozinho. “Malho bastante. Me preparo fisicamente. Cuido da alimentação. Meus filhos sofrem para me acompanhar quando pegamos trilhas juntos.” Em julho, a brincadeira será mais ousada: vai com amigos vencer os 1.606 quilômetros esburacados e enlameados entre Porto Velho, em Rondônia, e Alter do Chão, no Pará. Em 2020, o grau de dificuldade aumenta mais um bocado: “Quero fazer a Rota da Seda, ir de Paris até Pequim. Vamos?”

“Quando perder o medo de cair, vendo as quatro motos”

Guilherme Loyola

Arquivo pessoal
O empresário Guilherme Loyola acelera em autódromos

“Nem sei se eu queria, mas meus primos me levavam. Vira e mexe, lá estava eu no autódromo vendo as motos rasgarem a reta a velocidades que eu nem sei quanto eram.” Guilherme Loyola, 41 anos, lembra-se da infância em Goiânia, fim da década de 1980. Tinha menos de 10 anos e a cidade vivia a ebulição do motociclismo ao sediar por três anos (de 1987 a 1989) uma etapa do campeonato mundial de motovelocidade. O ronco daquelas flechas ficou na memória do garoto. Mas, ao que parece, o assustou também.

Anos mais tarde, aos 21, recebeu uma Kawasaki Ninja ZX7 750 como forma de pagamento na venda de um carro. “Eu era encantado naquele troço ali, mas não enturmei, não. Tinha medo”, diz o advogado tributarista e CEO da Pegasus Agropecuária, especializado na regularização de fazendas no Centro-Oeste brasileiro, com participações em cerca de 15 empresas nos ramos de medicamentos, planos de saúde e escritórios de advocacia.

As arrancadas-relâmpagos e as curvas com o joelho triscando o chão protagonizadas nas provas de motovelocidade por Eddie Lawson, Kevin Schwantz, Randy Mamola e Wayne Gardner, no entanto, teimavam em não sair da mente de Guilherme. O empresário seguiu frequentando as arquibancadas do autódromo goiano. Até que um dia começou a se meter em cursos de pilotagem e, sem fazer escalas em motos menos apressadas, levou para a garagem uma Yamaha YZF-R1. “Para quem andava de mobilete na infância, aquilo parecia indomável. Mas é isso mesmo que me fascina. Gosto de moto que acelera, que responde”, justifica. “E que freia”, brinca.

Desde então, o motociclista passou a somar motos com potência na casa dos 250 cavalos. “Acho que tive motos de todas as marcas, menos Suzuki e Aprilia.” De uns tempos para cá, diga-se, Guilherme encantou-se pelas italianas: teve uma Bimota, duas MV Agusta e três Ducati. Esta última virou sua paixão. Tem quatro: uma 999R Xerox ano 2006, uma Desmosedici RR de 2008 e sua mais recente aquisição, uma Panigale V4 Speciale, da qual apenas três unidades foram trazidas ao Brasil por R$ 269 mil.

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Junto com os novos brinquedos vieram as participações em track days, eventos organizados em autódromos voltados justamente para quem gosta de moto que acelera, que responde – e que freia. “Por uma questão de segurança, não dá para tirar tudo de motos como essas na rua ou na estrada. Os track days são a oportunidade para acelerar, para ultrapassar os 300 km/h”, conta Guilherme. “A sensação é, como todo motociclista fala, de liberdade, mas também de poder. São duas centenas e meia de cavalos à disposição.”

Além dos voos nas pistas, o advogado também arrisca viagens rodoviárias curtas. Anualmente, participa, por exemplo, do Brasília Capital Moto Week, gigantesco evento que começou modesto em 2004 com uma dúzia de amigos no estacionamento do antigo estádio Mané Garrincha e que hoje reúne mais de 30 mil motociclistas de todo o Brasil na Granja do Torto. Seja em pistas sem dó do acelerador ou em estradas com a parcimônia necessária, Guilherme dificilmente passa um dia sem acelerar. “Depois de seis reuniões, audiências, trancado em um escritório, nada é melhor do que chegar em casa, ir para a garagem e escolher qual moto vou acelerar.” Se ele já foi ao chão? “Nunca caí, mas tenho medo. Quando eu perder o medo de cair, vendo as quatro motos na hora.”

“Ela me ajuda a espairecer e refletir; gosto daquela solidão”

Enéas Pestana

Arquivo pessoal
O CEO da BR Home Centers viaja de moto para espairecer

Um quase acidente na avenida dos Bandeirantes ao guidão de uma Honda CB 450TR interrompeu a primeira passagem de Enéas Pestana pelo mundo das motocicletas. “Era 1987 e o Tiago, meu primeiro filho, tinha 3 anos. Não podia colocar a vida em risco.” Duas décadas e três filhos bem crescidos depois, já como executivo do Grupo Pão de Açúcar (GPA), voltou a montar em uma moto. A escolhida foi a Honda GL1800 Gold Wing, com a qual começou a zanzar pelas estradas paulistas.

Não demorou para juntar amigos e montar o GPA Motor Rides, que, brasão cravado na camiseta, rastreou por meia década o interior paulista. Enéas organizava a brincadeira, que acontecia quase todo fim de semana, e buscava voltar sempre no domingo a tempo de almoçar com a família. “Chegamos a ter quase 50 membros.” Depois de deixar o Pão de Açúcar, onde foi presidente executivo de 2010 a 2014, abriu uma consultoria para empresas de varejo e freou o projeto dos Motor Riders antes de assumir como CEO da BR Home Centers e comandar a empresa e seus 2 mil funcionários.

Passou a percorrer de moto o interior e o litoral do estado em carreira solo. “Escolho a estrada e vou. Tranquilo. A sensação de liberdade é inigualável. Paro na cidade que quiser. Pode ser um lugar tranquilo, vazio. Pode ser um lugar como a Frutas Rondon.” (A casa de sucos na rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, em Jundiaí, fica apinhada de motociclistas nas manhãs de domingo.)Às vezes, leva a namorada ou convida amigos. “A moto me ajuda a espairecer, a refletir, a pensar, inclusive em ações profissionais. Gosto da solidão da moto. Coloco uma música [no capacete com bluetooth] e curto a paisagem. É uma terapia, um escape. Revigora, coloca a gente de volta no eixo.”

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Com o filho, já fez dois roteiros pela Europa. Depois de assistir ao Grande Prêmio de Motovelocidade em Jerez de la Frontera, na Espanha, alugaram uma BMW R 1200 GS e desbravaram o litoral sul do país. O segundo passeio foi após o filho encarar uma etapa do Ironman na Áustria. Também com uma 1200 GS, aceleraram pelos Alpes.

Nas duas viagens, tomou gosto pela marca alemã. Ao voltar ao Brasil, decidiu comprar uma K 1600 GTL, com a qual rodou 43 mil quilômetros em cinco anos. Trocou por outra do mesmo modelo e, mais recentemente, por uma R 1200 GS, como as utilizadas na viagem. “É mais leve e menos encorpada que a 1600, mas com muita tecnologia em barcada.” Com ela, pretende cruzar a Patagônia para conhecer o sul do Chile. Mas a prioridade, diz Enéas, é fazer os Estados Unidos de costa a costa pela Rota 66.

“É uma pena o Brasil ter tão poucas estradas boas fora da região Sudeste. Adoraria subir até o Nordeste, mas a falta de segurança não me faz nem cogitar a ideia.” Enéas, no entanto, enfrenta com galhardia o trânsito paulistano no lombo de uma scooter, a Dafra Citycom 300. “A moto é um meio de locomoção inigualável. Diminuo pela metade o tempo dos meus trajetos. Isso é muito valioso.”

“Parece que estou voando no chão”

Gilberto Elkis

Arquivo pessoal
O paisagista Gilberto Elkis prefere as motos na cidade – às vezes, leva mudas de árvore a bordo

Só na volta ao Brasil, aos 23 anos, depois de um tempo em San Diego, na Califórnia, Gilberto Elkis, hoje com 60 anos, assumiu para a família ser um motociclista. As molecagens com as mobiletes dos amigos aos 13 anos pelas ruas do Jardim das Bandeiras, nos arredores da Vila Madalena, Zona Oeste de São Paulo, eram na surdina. “Meu pai era médico do Hospital das Clínicas. Convivia com vítimas de acidentes de trânsito. Jamais aprovaria.”

Quando chegava em casa ralado após um tombo, colocava a culpa no maldito futebol. Aos 15 anos, comprou uma Yamaha TT. “A moto ficava guardada na garagem de um amigo.” Aos 18, veio uma DT 180, também em segredo. Ninguém sabia que, durante a estadia nos EUA, o jovem ia e vinha sobre uma Kawasaki GPZ 750. “Adorava acelerar entre San Diego e Los Angeles.”

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Viajar sobre duas rodas, no entanto, não é a praia de Gilberto, um dos mais cultuados paisagistas brasileiros. “Já fui de moto para Punta del Este, mas não acho confortável. De carro é bem melhor.” Ele gosta da praticidade delas no dia a dia (“São rápidas e fáceis de estacionar”) e nos momentos livres (“É a tal sensação de liberdade, o vento no rosto. Parece que estou voando no chão”). Sua moto de trabalho, com a qual vai ao escritório e pula de obra em obra, é uma Vespa Piaggio GTS 300. “Muito prática. Ando no corredor, entre os carros, numa boa.” Em trajetos curtos, cabe até uma muda de árvore de carona. Para passeios sem compromisso, tira da garagem uma das oito máquinas da frota. As preferidas são as Harley-Davidson, consequência do fanatismo por Easy Rider (road movie de 1969) e pelo seriado O Vigilante Rodoviário, protagonizado por uma Harley 1952. Da marca americana tem uma Softail, uma MT350 derivada da MT500 do exército britânico e uma rara Servi Car 1948 de três rodas e bagageiro. Pode escolher ainda entre uma Triumph Bonneville, uma Kawasaki KLX110 e uma Guzzi Classic. Uma singela Honda Biz repousa na casa de praia, em Maresias. Aliás, foi nas viagens ao litoral com o pai na infância, em meio à Mata Atlântica, que Gilberto passou a flertar com o paisagismo. Nos EUA, chegou a trabalhar na área. De volta ao Brasil, estudou na escola de jardinagem Manequinho Lopes, no Parque do Ibirapuera, antes de ganhar fama na Casa Cor ao usar vitórias-régias da Amazônia.

A motocicleta, diz ele, é um estilo de vida. Mais do que eventualmente trazer clientes, com Gilberto acontece o contrário. “Quando o cliente descobre que tenho moto, a conversa vai para o lado pessoal e combinamos de andar juntos. A moto já me deu muitos amigos.”

Reportagem publicada na edição 67, lançada em maio de 2019

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