Dólar cai mais de 2% e volta ao patamar de R$ 3,73

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Na mínima do dia, a moeda norte-americana foi a R$ 3,7159

O dólar recuou 2,15%, a R$ 3,73 na venda, acumulando, na semana, alta de 0,63%.

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Na mínima do dia, a moeda norte-americana foi a R$ 3,7159. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 2%.

“As intervenções do BC têm ajudado a conter pressões de alta no curtíssimo prazo, verdade seja dita. Mas as incertezas quanto ao próximo governo continuarão a ser um fator negativo para os mercados locais. Hoje, soma-se um exterior menos favorável para os ativos de risco”, comentou a corretora Guide em relatório.

Na noite passada, o BC informou que fará de 18 a 22 de junho oferta adicional de US$ 10 bilhões em contratos de swap cambial, equivalentes à venda da moeda no mercado futuro, e que não descarta ultrapassar consideravelmente os limites do que a autoridade monetária já fez no passado.

O volume é a metade do que anunciou para esta semana em novos swaps, além dos leilões diários de US$ 750 milhões que já vinha fazendo antes. O BC reafirmou ainda que colocaria todo esse volume em swaps até essa sessão, que somava o equivalente a US$ 24,5 bilhões, o que de fato fez.

Nesta sessão, o BC realizou três vendas, primeiro 35 mil novos swaps e, depois, duas de 40 mil.

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Além disso, anunciou e vendeu integralmente a oferta de até 8.800 swaps cambiais tradicionais para rolagem do vencimento de julho. Já rolou US$ 4,84 bilhões do total de US$ 8,762 bilhões que vence no mês que vem.

“Podemos dizer que o Banco Central foi bem-sucedido. O dólar teve uma alta tímida mesmo em uma semana em que as decisões do Fed e do BCE foram no sentido do fortalecimento do dólar”, comentou o operador da corretora H.Commcor, Cleber Alessie Machado, ao lembrar que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, indicou quatro altas de juros neste ano, enquanto o Banco Central Europeu (BCE) só pretende subir as taxas em meados de 2019, além de manter o programa de compra de títulos até o final do ano.

O mercado doméstico piorou nas últimas semanas após a greve dos caminhoneiros, em maio, elevar as preocupações com a deterioração do quadro fiscal do Brasil, com a redução do preço do diesel gerando impacto bilionário sobre as contas do governo.

Além disso, pesquisas eleitorais mostraram dificuldade dos candidatos que o mercado considera como mais comprometidos com ajustes fiscais de ganhar tração na corrida presidencial.

“O fato de o BC falar o valor que pretende ofertar acaba favorecendo a especulação”, afirmou um operador de câmbio de uma corretora nacional ao criticar o anúncio do montante a ser injetado no mercado.

A cena externa também tem ajudado a pressionar as cotações no mercado local, sobretudo com a expectativa de que os juros nos Estados Unidos subam mais e acabem atraindo recursos aplicados hoje em outras praças, como a brasileira.

No exterior, o dólar rondava a estabilidade ante uma cesta e exibia queda ante a maioria das divisas de países emergentes, como o peso mexicano.

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