Odebrecht entra em negociação para venda da Braskem

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A Odebrecht tem 38,3% da Braskem, ou 50,1% do capital com direito a votos

A Odebrecht entrou em negociações exclusivas para a venda de sua participação na Braskem para a holandesa LyondellBasell, levando as ações da petroquímica brasileira a dispararem hoje (15).

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“As negociações estão em estágio preliminar e foi concedida exclusividade à LyondellBasell no âmbito das tratativas, que são regidas por acordo de confidencialidade”, disse a Braskem em fato relevante, citando informação fornecida pela Odebrecht.

As ações da Braskem indicavam alta de mais de 15% no leilão de abertura na bolsa paulista, enquanto nos Estados Unidos os recibos de ações da petroquímica brasileira subiam mais de 16% no pré-mercado.

A Odebrecht tem 38,3% da Braskem, ou 50,1% do capital com direito a votos, enquanto a Petrobras tem uma participação total de 36,1%, ou 47% das ações com direito a voto, segundo informações do site da companhia.

Caso a transação seja concretizada, serão garantidas aos demais acionistas da Braskem as mesmas condições que vierem a ser negociadas para a Odebrecht, disse a Braskem.

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Na avaliação do Credit Suisse, a notícia é positiva para a Petrobras, uma vez que pode facilitar o desinvestimento da estatal na petroquímica.

Petrobras diz acompanhar tratativas

A Petrobras foi informada sobre as tratativas entre Odebrecht e LyondellBasell envolvendo a venda da fatia da empreiteira na Braskem e disse que, caso a negociação seja finalizada com êxito, irá avaliar o exercício de direitos previsto no Acordo de Acionistas da Braskem, conforme comunicado divulgado hoje.

Segundo a gigante do petróleo, a Odebrecht a informou que “as negociações encontram-se em estágio preliminar” e que foi concedida exclusividade à companhia, além de ter sido selado um acordo de confidencialidade sobre o negócio.

“Adicionalmente, foi informado que a transação ainda está sujeita, dentre outras condições, à conclusão de due diligence, negociações dos contratos definitivos e obtenções das aprovações necessárias, não havendo ainda qualquer obrigação vinculante entre as partes para a efetiva conclusão da negociação”, adicionou a petroleira.

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