Catar compra Plaza Hotel de Nova York por US$600 mi, diz fonte

A Katara Holding, estatal do Catar, está comprando a propriedade total do hotel

O Catar, país ultra-rico do Golfo Pérsico, comprou um dos edifícios mais emblemáticos de Nova York, o Plaza Hotel, por cerca de US$ 600 milhões, adquirindo um empreendimento que pertenceu ao presidente norte-americano Donald Trump em seu portfólio de propriedades de luxo.

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A Katara Holding, estatal do Catar, está comprando a propriedade total do hotel, incluindo uma participação de 75% do grupo empresarial indiano Sahara India Pariwar, disse à Reuters uma fonte familiarizada com o acordo.

A Katara e Sahara não estavam disponíveis para comentar. A fonte não quis ser identificada já que a informação não é pública.

O Catar tem comprado os principais hotéis e propriedades de luxo do Ocidente na última década, como parte de um esforço do seu fundo soberano de US$ 300 bilhões para diversificar a riqueza que acumula com as exportações de gás e petróleo.

O país, maior exportador de gás natural liquefeito do mundo, já possui hotéis de referência como The Savoy e The Connaught, em Londres.

Seu fundo de investimento, o Qatar Investment Authority, também investiu em grandes empresas ocidentais, como a montadora Volkswagen e a gigante de mineração Glencore.

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O ritmo do investimento no exterior do Catar deve desacelerar em meio a uma crise no Golfo Pérsico depois que seus vizinhos – Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito e Barein – impuseram sanções econômicas à Doha por supostamente apoiar o terrorismo.

O Catar nega as alegações e diz que o boicote econômico é uma tentativa de minar sua soberania. O acordo com o Plaza Hotel é o maior investimento no mercado imobiliário do Catar desde o início do bloqueio, em junho do ano passado.

O Plaza recebeu convidados, incluindo os Beatles e Marlene Dietrich, que se apresentaram lá. O hotel já apareceu em filmes como “Intriga Internacional”, de Alfred Hitchcock, lançado em 1959; o drama de 1991 “Perfume de Mulher”, estrelado por Al Pacino; e o drama de gângster de 1990, “O Rei de Nova York”, com Christopher Walken.

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