Dólar cai 1% e vai abaixo de R$ 3,75

O dólar recuou 1% e fechou hoje (24) abaixo do patamar de R$ 3,75, o menor em mais de um mês, acompanhando a cena externa e com os investidores mantendo suas atenções para a cena política local a poucos meses das eleições presidenciais.

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O dólar recuou 1%, a R$ 3,7431 na venda, menor patamar desde 18 de junho (R$ 3,7400). Na mínima do dia, marcou R$ 3,7321.

O dólar futuro tinha desvalorização de cerca de 1% no final da tarde.

“A China é a principal razão do alívio externo, após o governo anunciar medidas de incentivo fiscal”, afirmou o gestor de derivativos de uma corretora local.

Promessas de Pequim de mais estímulo empurraram os mercados acionários chineses para a máxima em um mês e impulsionavam os mercados emergentes nesta sessão.

A China informou que buscará uma política fiscal mais “vigorosa”, intensificando seus esforços para apoiar o crescimento frente à guerra comercial cada vez mais acirrada com os Estados Unidos e que poderia causar um duro golpe na economia.

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O dólar recuava ante uma cesta de moedas e divisas de países emergentes, como o peso chileno e o rand sul-africano. Sobre a lira turca, no entanto, o dólar saltava cerca de 3% depois que o banco central do país manteve a taxa de juros em 17,75%.

Internamente, o cenário político local seguiu no foco dos agentes, que recentemente festejaram o apoio dos partidos do blocão ao pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin. O tucano é visto pelo mercado como um político que daria andamento às reformas, sobretudo fiscais.

“Aos poucos, o mercado está querendo melhorar, mas está indo com calma”, ponderou outro profissional da mesa de câmbio de uma corretora nacional. “Vimos algum desmonte de posições compradas [com apostas na alta do dólar]”, acrescentou.

O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 14 mil swaps tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando US$ 11,2 bilhões do total de US$ 14,023 bilhões dos contratos que vencem em agosto.

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