Dólar salta mais de 2% e chega perto de R$ 3,90

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O dólar avançou 2,2%, a R$ 3,8811 na venda

O dólar saltou mais de 2% e voltou a se aproximar do patamar de R$ 3,90 hoje (11) em meio ao ambiente de aversão ao risco no exterior, depois que os Estados Unidos ameaçaram adotar novas tarifas sobre produtos da China, enquanto investidores seguiram atentos a possível atuação extraordinária do Banco Central.

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O cenário de maior cautela endossou também um movimento de correção após o dólar acumular perdas de quase 3,5% nos dois pregões passados.

A moeda norte-americana avançou 2,2%, a R$ 3,8811 na venda. O dólar futuro subia cerca de 1,65% no final da tarde.

“A busca por risco observada nos últimos dias sofre sério revés [em escala global] após o presidente dos EUA Donald Trump voltar a engrossar o tom em termos de guerra comercial”, apontou a corretora H.Commcor em relatório.

O governo norte-americano elevou as tensões na disputa com Pequim ao ameaçar impor tarifas a uma lista de US$ 200 bilhões em importações chinesas, medida que atingiu os ativos de maior risco do mundo todo.

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Na sequência, a China acusou o país de intimidação e alertou que vai responder, chamando as ações dos EUA de “completamente inaceitáveis” e dizendo que precisa contra-atacar para proteger seus interesses.

No exterior, o dólar tinha leve alta ante uma cesta de moedas e subia frente algumas moedas de países emergentes, como os pesos chileno e mexicano.

“Difícil prever o desfecho dessas tensões, mas acreditamos que há uma perda de dinamismo global, fluxos de capitais menos intensos, com correção de preços dos ativos e uma possível ‘guerra cambial’. Efeito sobre confiança e decisões de investimentos também tende a ser negativo”, escreveu a equipe de economistas do banco Bradesco em relatório.

O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 14 mil swaps tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, para rolagem dos contratos que vencem em agosto, no total de US$ 14,023 bilhões.

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Com isso, rolou o equivalente a US$ 4,9 bilhão do total que vence no próximo mês. Como tem feito recentemente, o BC não anunciou intervenção extraordinária no mercado de câmbio para este pregão, por enquanto.

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