Receita da Huawei sobe 15% no 1º semestre

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Fabricante de celulares que tem sido excluída do mercado norte-americano sob preocupações de segurança

A chinesa Huawei teve aumento de 15% em sua receita no primeiro semestre, com dados da indústria mostrando ganhos de participação no mercado doméstico para a fabricante de celulares que tem sido excluída do mercado norte-americano sob preocupações de segurança.

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A terceira maior fabricante de celulares do mundo informou hoje (31) que sua receita subiu para 325,7 bilhões de iuanes (US$ 47,7 bilhões) no período, devido aos fortes desempenhos em seus negócios, incluindo celulares, equipamentos de telecomunicações e serviços de infraestrutura de tecnologia da informação. A empresa manteve o ritmo de crescimento verificado no mesmo período do ano anterior.

A margem operacional no período subiu para 14%, ante 11% um ano atrás.

O mercado chinês é fundamental para a Huawei, que está sob escrutínio crescente nos EUA, Austrália e outras nações devido a preocupações de que a empresa esteja facilitando a espionagem do governo chinês. A fabricante não teve sucesso em estabelecer seu negócio de celulares nos EUA, e a Austrália está se preparando para proibir a Huawei de fornecer equipamentos para sua rede de banda larga de 5G, disseram fontes.

A Huawei negou que facilite a espionagem e disse que é uma empresa privada que não está sob controle do governo chinês e não está sujeita às leis de segurança chinesas no exterior.

A fabricante ampliou sua participação no mercado chinês de smartphones para um recorde de 27% no segundo trimestre, em comparação com os 21% um ano antes, de acordo com a empresa de pesquisa de mercado Canalys.

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A divisão de consumo da Huawei, que abriga seus negócios de smartphones, foi responsável por aproximadamente um terço de sua receita total no ano passado. A empresa obteve metade de sua receita de seu negócio de operadoras.

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