Via Varejo vai entrar no Novo Mercado da B3

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Proposta implica unificar as ações da empresa em uma única classe de papéis, todos ordinários, com direito a voto

A Via Varejo, braço de comércio de móveis e eletrodomésticos do GPA, informou ontem (23) que seu conselho de administração aprovou proposta de listar as ações da empresa no Novo Mercado, segmento da B3 com as regras mais rigorosas de governança corporativa.

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Em comunicado, a Via Varejo afirmou que a proposta visa a elevar seus níveis de governança e de transparência, além de aumentar liquidez das ações no mercado.

A proposta implica unificar as ações da empresa em uma única classe de papéis, todos ordinários, com direito a voto. Atualmente, a empresa é negociada no mercado por meio de units, recibos que representam uma combinação de uma ação ordinária e duas preferenciais.

O co-vice-presidente do conselho de administração do GPA, Ronaldo Iabrudi, disse que a empresa manterá 43,3% das ações da Via Varejo, após esta ter anunciado a conversão das ações. Atualmente, o GPA possui 51% do capital votante da subsidiária Via Varejo, cuja reestruturação a prepara para entrar no Novo Mercado da B3.

O anúncio acontece cerca de um ano e meio depois que o GPA anunciou intenção de se desfazer da Via Varejo, para focar em varejo alimentar. A Via Varejo detém as bandeiras Pontofrio e Casas Bahia.

O grupo passou em fevereiro por um troca de comando, com Flávio Dias assumindo como presidente da Via Varejo no lugar de Peter Estermann, que assumiu a presidência do GPA.

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Nos últimos anos, uma série de grandes empresas listadas no segmento tradicional ou no Nível 1 da B3, segmento com regras mais brandas de governança, migrou para o Novo Mercado, incluindo a Vale, a Suzano e a Eletropaulo.

Em 2018, as units da Via Varejo acumulam baixa de mais de 20%, na contramão de rivais como B2W e Magazine Luiza, que já subiram cerca de 45% e 62%, respectivamente, desde o começo do ano.

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