Baidu pronta para bater Google na China, diz CEO

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Robin Li disse que se as duas empresas se enfrentarem, a “Baidu vai ganhar”

A empresa chinesa de buscas online Baidu está preparada para ganhar do Google, da Alphabet, na China, disse seu presidente-executivo, em meio a rumores de que a empresa norte-americana de buscas na internet planeja um retorno ao mercado que deixou há oito anos.

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A ferramenta de busca do Google está amplamente bloqueada na China desde 2010, quando a empresa saiu do mercado devido a preocupações éticas relacionadas às severas leis de censura no país asiático. A Baidu atualmente domina o espaço doméstico de ferramenta de busca.

Na semana passada, a Reuters informou que o Google está desenvolvendo uma versão censurada de sua ferramenta de busca para entrar na China, citando informações de funcionários da empresa e de autoridades da China. Os planos foram inicialmente reportados pelo website Intercept.

Em uma publicação em uma conta privada de rede social hoje (7), o presidente-executivo da Baidu, Robin Li, disse que se as duas empresas se enfrentarem, a “Baidu vai ganhar”. “Empresas chinesas hoje têm muita habilidade e confiança” para competir globalmente, acrescentou ele.

Uma porta-voz da Baidu confirmou a publicação, que foi compartilhada pela mídia local, como autêntica.

Os comentários de Li foram em reação a um artigo publicado no veículo estatal de mídia “People’s Daily”, que dizia que o Google é bem-vindo na China, mas que precisa respeitar as leis locais. O texto foi retirado das contas do “People’s Daily” no Twitter e no Facebook. Originalmente, o artigo circulou em outro jornal estatal ontem (6).

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O Google se recusou a comentar a reportagem e as declarações de Li.

Notícias sobre os planos do Google de retornar com um aplicativo de busca censurado, criticado por ativistas de direitos humanos como um golpe à liberdade de expressão, acontece em um momento em que a China ampliou o escrutínio de negócios envolvendo empresas de tecnologia dos Estados Unidos, incluindo Facebook, Apple e Qualcomm, em meio a intensificação de tensões entre os dois países.

A Apple removeu centenas de aplicativos de sua loja chinesa de aplicativos no ano passado devido às leis cada vez mais rigorosas de censura defendidas pelo presidente chinês Xi Jinping.

Facebook, cujos produtos de mídia social são proibidos na China, também está fazendo esforços para entrar no mercado restritivo.

No mês passado, o Facebook disse que estava abrindo um centro de inovação na cidade de Zhejiang, no leste do país, mas apenas algumas horas depois o anúncio do registro do projeto foi retirado pelos reguladores de um banco de dados nacional.

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