Brasil tem de 15 a 30 empresas prontas para IPO

iStock
Neste ano, apenas três empresas estrearam na bolsa

De 15 a 30 companhias brasileiras estão prontas para listarem suas ações na bolsa até o final de 2019, movimento que pode deslanchar após o fim das eleições presidenciais deste ano, disse o presidente-executivo da B3, Gilson Finkelsztain.

LEIA MAIS: E-commerce cresce 12% no Brasil no 1º semestre

Segundo o executivo, as companhias estão esperando as sinalizações do próximo presidente, particularmente em relação a reformas no âmbito da situação fiscal do país.

“[Uma janela para IPOs] está totalmente condicionada ao cenário político”, afirmou Finkelsztain, em entrevista ontem (28) à Reuters. Ele não descarta um número de IPOs (sigla em inglês para oferta inicial de ações) até maior do que 30 se a economia mostrar alguma estabilização no próximo ano.

As declarações vêm na esteira de um congelamento das ofertas de ações nos últimos meses, após um repique no ano passado, quando 10 IPOs levantaram mais de R$ 20 bilhões.

Neste ano, apenas três empresas estrearam na bolsa. Várias outras que planejavam fazer o mesmo congelaram suas operações diante da piora do mercado internacional e de perspectivas mais fracas para a economia brasileira, agravada após a greve dos caminhoneiros, em maio.

Esse conjunto precipitou as preocupações com os rumos do país nos próximos anos, uma vez que a corrida presidencial mais imprevisível das últimas décadas deixa investidores bastante receosos em relação a questões como eventuais reformas econômicas e seus possíveis desdobramentos para o PIB.

VEJA TAMBÉM: Latam vai demitir 1.200 funcionários em SP e RJ

Enquanto esse quadro não tem maior visibilidade, a B3, fruto da compra da Cetip pela BM&FBovespa, está deslanchando uma agenda de lançamento de produtos, após vários anos concentrada em ampliar sua estrutura tecnológica. “O foco agora é nos clientes e em produtos”, disse Finkelsztain.

A B3 divulgou nesta semana um organograma que prevê a implementação de pelo menos dez produtos, entre eles contrato futuro de ações e units e microcontato futuro do índice de ações norte-americano Standard & Poor’s 500.

Já há planos também para 2019, como negociação eletrônica de empréstimos de ativos e novas funcionalidades do sistema de negociação Puma, entre outros.

Apesar de não estarem listados, o executivo afirmou que a B3 também estuda novos produtos e serviços para a área de commodities, soja e milho, particularmente, mas também do segmento de energia elétrica, diante da expansão recente dos negócios na área.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil (copyright@forbes.com.br).