Didi diz que vai priorizar segurança e não crescimento

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Depois de assassinato de passageira, chinesa anunciou medidas de proteção

A principal empresa de transporte urbano por aplicativo da China, a Didi Chuxing Technology, disse hoje (28) que vai priorizar a segurança em relação ao crescimento como medida de sucesso depois que uma passageira de 20 anos foi assassinada por um motorista do serviço na semana passada.

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O caso provocou indignação nas mídias sociais e preocupações com questões de segurança em um setor de rápido crescimento na China, levando a Didi a dizer que suspenderia seu serviço Hitch indefinidamente até que o aplicativo apresentasse um mecanismo de segurança aceitável para seus usuários. “A tragédia nos lembrou que percorremos este caminho sem respeito ou humildade suficientes”, disseram em nota o fundador da Didi, Cheng Wei, e o presidente Jean Liu. “Nós vemos claramente que isso aconteceu porque nossa vaidade ultrapassou nossa ideia original. Corremos sem parar, seguindo a força do capital e da expansão sem respiro, em poucos anos; mas isso não tem sentido em uma vida perdida tão tragicamente.”

A empresa disse que agora priorizará a segurança como indicador de desempenho mais importante e orientará a organização e seus recursos para a construção de sistemas de segurança e de atendimento ao cliente.

A Didi fará atualizações em produtos de segurança como o botão SOS e a função de compartilhamento de rota, e planeja trabalhar em estreita colaboração com as agências de segurança da China para, entre outras coisas, criar um sistema que permita que seus passageiros chamem a polícia durante ameaças de perigo, disse.

Fundada em 2012, a Didi, por meio da rápida expansão e uma série de fusões, tornou-se a maior empresa de compartilhamento de veículos do mundo em número de viagens, fazendo 30 milhões de corridas por dia.

O assassinato de uma passageira de 20 anos durante uma viagem com o serviço da Didi na sexta-feira (24) na cidade de Wenzhou, no leste do país, foi o segundo incidente deste tipo desde maio.

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O caso desencadeou críticas online generalizadas contra a empresa e levou os reguladores chineses a anunciarem a intensificação da supervisão de sua indústria de transportes.

A mídia chinesa informou hoje (28) que a Didi havia se encontrado com reguladores em, pelo menos, dez cidades chinesas e em algumas reuniões foi dito que sua licença de operação local poderia ser revogada se o serviço não melhorasse a segurança dos passageiros e demitisse condutores desqualificados. A empresa não comentou o assunto.

A polícia também disse hoje que deteve dois homens acusados ​​por usuários de mídia social chinesa de fazer comentários ofensivos sobre a vítima no QQ, serviço de mensagens da Tencent. Não ficou claro se os dois homens eram motoristas da Didi, mas esses grupos são usados ​​regularmente pelos condutores do serviço para se comunicar enquanto estão na estrada.

“Qualquer motorista registrado na Didi envolvido nisso será permanentemente banido”, disse uma porta-voz da Didi à Reuters.

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