Dólar cai 1,32% e volta a R$ 3,70

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A moeda norte-americana recuou 1,32%, a R$ 3,7071 na venda, depois de bater R$ 3,7001 na mínima do dia

O dólar recuou mais de 1% hoje (3) e fechou na casa de R$ 3,70 depois que dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos reforçaram que os juros vão continuar subindo de forma gradual na maior economia do mundo.

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Os investidores também continuaram mostrando maior otimismo com o cenário político doméstico, a poucos meses das eleições presidenciais.

A moeda norte-americana recuou 1,32%, a R$ 3,7071 na venda, depois de bater R$ 3,7001 na mínima do dia.

Na semana, o dólar acumulou perda de 0,29%, quinto período seguido de perdas e que somaram 4,39%. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 1,20% no final da tarde.

“Os dados dos EUA não reforçaram uma conjuntura mais hawkish, então o mercado fica mais seguro para risco no curto prazo”, afirmou o operador da corretora H.Commcor Cleber Alessie Machado.

Segundo o Departamento de Trabalho norte-americano, o crescimento do número de vagas de emprego nos Estados Unidos desacelerou mais do que o esperado em julho, devido a dificuldades das empresas em encontrar trabalhadores qualificados, enquanto a taxa de desemprego diminuiu, indicando um aperto das condições no mercado de trabalho.

O número de empregos fora do setor agrícola aumentou em 157 mil no mês passado, ante previsão de abertura de 190 mil vagas. A taxa de desemprego caiu um 0,01%, para 3,9% em julho, em linha com as previsões, mesmo com mais pessoas entrando no mercado de trabalho, em um sinal de confiança nas perspectivas de emprego.

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A atividade de serviços nos EUA também veio mais baixa do que as projeções, com 55,7% em julho e estimativa de 58,6%.

O dólar registrava leves oscilações ante a cesta de moedas, mas caía ante as divisas de países emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano.

A guerra comercial entre EUA e China continuava no horizonte dos agentes, depois que a China anunciou tarifas sobre US$ 60 bilhões em produtos norte-americanos em retaliação à maior tarifa anunciada pelo governo Trump sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses mais cedo nesta semana.

A cena política local também favoreceu o recuo do dólar ante o real nesta sessão, com os investidores satisfeitos com a escolha da senadora Ana Amélia (PP-RS) como vice na chapa do pré-candidato Geraldo Alckmin (PSDB). “Foi uma escolha muito boa. Ela é defensora da Lava Jato, atrai votos do Sul, pode tirar votos de Alvaro Dias [pré-candidato do Podemos]”, resumiu um gestor de uma corretora estrangeira. “Depois do apoio do centrão, Alckmin acertou também nessa escolha”, acrescentou.

No final de julho, o mercado ficou animado quando o tucano conquistou o apoio dos partidos do blocão, isolando o candidato do PDT, Ciro Gomes, e conquistando o maior tempo de campanha televisiva, o que pode impulsionar sua candidatura que, até o momento, ainda patina nas intenções de voto. O mercado prefere o tucano por seu perfil reformista.

O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 4,8 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando US$ 720 milhões do total que vence em setembro. Se mantiver essa oferta e vendê-la até o final do mês, terá rolado o equivalente a US$ 5,255 bilhões.

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