Dólar sobe 0,64% e vai a R$ 3,73

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O dólar avançou 0,64%, a R$ 3,7307 na venda, depois de cair 1,32% na última sessão

O dólar terminou o dia (6) em alta ante o real, acompanhando a trajetória da moeda norte-americana no exterior em meio a mais temores com a guerra comercial global, e deixando em segundo plano o maior otimismo com a cena política local que predominou na abertura dos negócios.

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O dólar avançou 0,64%, a R$ 3,7307 na venda, depois de cair 1,32% na última sessão. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,55%.

“A pesquisa Ibope garantiu uma abertura [dos negócios] em baixa. Mas, com o exterior subindo, o mercado aproveitou os preços atrativos e se posicionou”, afirmou o diretor-superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva.

Logo nos primeiro minutos deste pregão, o dólar chegou a cair para R$ 3,6908, na mínima do dia e atraindo compradores. Na máxima, bateu em R$ 3,7337.

Os investidores respiraram aliviados após pesquisa Ibope realizada apenas no Estado de São Paulo mostrar que o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, passou à frente do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, na preferência dos eleitores paulistas na disputa pelo Palácio do Planalto, mas os dois seguiam em empate técnico.

Alckmin é visto pelos mercados como um político mais comprometido com reformas e ajustes fiscais. O tucano conseguiu o apoio dos partidos do blocão e escolheu a senadora Ana Amélia (PP-RS) como sua candidata a vice, nome que também agrada aos investidores.

A cena política eleitoral no Brasil ganhou contornos mais definidos neste fim de semana, quando acabou o prazo para os partidos fecharem suas coligações.

Bolsonaro escolheu o general Hamilton Mourão seu vice na disputa à Presidência da República, enquanto que a Executiva Nacional do PT definiu o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad como vice na chapa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas apontou a até então candidata do PCdoB, Manuela D’Ávila, como futura vice a partir do momento em que a situação jurídica de Lula se resolver.

No exterior, o sentimento era de cautela, com o dólar subindo frente a uma cesta de moedas fortes em meio à retórica de guerra comercial entre Estados Unidos e seus parceiros comerciais.

A moeda norte-americana também avançava ante divisas de países emergentes, como o peso chileno e o rand sul-africano.

O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 4,8 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando US$ 960 milhões do total que vence em setembro.

Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

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