Dólar sobe 0,87% e volta a R$ 3,90

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A Turquia dobrou hoje as tarifas sobre algumas importações norte-americanas

O dólar terminou em alta hoje (915), na casa de R$ 3,90, com os investidores reagindo ao cenário externo, ainda afetado pela situação da Turquia, e à cena eleitoral brasileira após nova pesquisa eleitoral.

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A moeda norte-americana avançou 0,87%, a R$ 3,9007 na venda, maior nível desde os R$ 3,9344 de 5 de julho passado. Na máxima, a moeda foi a R$ 3,9282. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,85%.

“O recuo da véspera veio de trégua externa. Hoje, com a retaliação dos turcos, as preocupações voltaram”, afirmou o diretor da consultoria financeira Via Brasil Serviços, Durval Correa.

A Turquia dobrou hoje as tarifas sobre algumas importações norte-americanas, incluindo álcool, carros e tabaco, em retaliação aos movimentos dos Estados Unidos. A Casa Branca condenou a duplicação das tarifas à tarde.

Mas a lira se recuperava frente ao dólar depois que as medidas de liquidez do banco central turco tiveram o efeito de sustentar a moeda.

Ancara agiu em meio ao aumento da tensão entre os dois países sobre a detenção de um pastor norte-americano e outras questões diplomáticas na Turquia, que ajudaram a levar a lira turca a uma queda recorde em relação ao dólar nos últimos dias.

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O movimento de recuperação da lira hoje era isolado, já que as preocupações com a Turquia fizeram as demais moedas de países emergentes caírem ante o dólar.

Internamente, pesquisa de intenção de votos para a Presidência da República divulgada pelo Instituto Paraná Pesquisas também contribuiu para o mau humor dos investidores.

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, lidera as intenções de voto para as eleições de outubro com 23,9% de preferência no cenário o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Marina Silva (Rede) é a segunda colocada, com 13,2% de apoio, em empate técnico com Ciro Gomes (PDT), que registra 10,2% de apoio. Geraldo Alckmin (PSDB) vem a seguir, com 8,5%, à frente de Alvaro Dias (Podemos), com 4,9%, e de Fernando Haddad (PT), com 3,8%.

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“A pesquisa trouxe aversão ao risco. Mostrou que Alckmin está parado, o que é um mau sinal para o mercado”, afirmou Correa.

O tucano é preferido pelo mercado, que o considera um candidato mais voltado às reformas econômicas.

O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 4,8 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando US$ 2,64 bilhões do total de US$ 5,255 bilhões que vence em setembro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

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