Odebrecht não será convidada para licitações no México

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A empresa brasileira foi proibida de entrar em contratos no país até 2020

A Odebrecht não será convidada a participar de licitações para obras públicas planejadas pelo próximo governo do México por estar envolvida em um grande escândalo de corrupção na América Latina, disse o futuro secretário de Comunicação e Transportes mexicano.

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A administração do presidente eleito Andrés Manuel López Obrador, que tomará posse em dezembro, prometeu investir bilhões de dólares em infraestrutura como parte de um programa para estimular o tímido crescimento econômico do México.

“No próximo governo, a Odebrecht certamente não terá nenhum convite para participar das obras públicas do país”, disse hoje (30) o futuro secretário Javier Jiménez à Reuters em entrevista por telefone.

“Haverá tolerância zero para a corrupção e a impunidade. Quem quer que tenha se envolvido nisso não terá, de maneira alguma, forma de participar dos assuntos públicos”, sentenciou o engenheiro mecânico de 81 anos.

A unidade da Odebrecht no México não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

Nos últimos anos, a Odebrecht tem estado no centro de um dos maiores escândalos de corrupção da região e, apesar de admitir que pagou propinas do Peru ao México, não há funcionários acusados ​​nos Estados Unidos.

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A empresa brasileira, que reconheceu ter pago US$ 10,5 milhões a autoridades mexicanas para ganhar licitações, foi proibida de entrar em contratos no país até 2020. No entanto, afirmou que tentará contestar a sanção, que inclui uma multa de US$ 55,4 milhões.

Se a afirmação de Jiménez for cumprida, a empresa, que não concluiu a modernização de uma refinaria no México, estaria de fora, entre outros, de licitações para a construção de um trem em Yucatán, que pode custar até US$ 7,8 bilhões.

López Obrador também se comprometeu a terminar o trem intermunicipal Toluca-Cidade do México, a obra viária mais emblemática do governo do atual presidente, Enrique Peña Nieto, de US$ 3,2 bilhões.

“Não estamos pensando em obras gigantescas, mas sim eficientes, priorizando a conservação do que temos e resolvendo alguns gargalos. Mais do que um grande trabalho, queremos tornar a infraestrutura um território ágil e eficiente”, disse Jiménez.

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