Dólar cai quase 1% e fecha a R$ 4,12

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Queda foi influenciada pelo exterior e avanço de Bolsonaro nas pesquisas

O dólar terminou o dia de hoje (17) com queda firme ante o real, influenciado pela melhora do candidato Jair Bolsonaro (PSL) em pesquisas de intenções de votos e ajudado ainda pelo cenário externo, onde a moeda norte-americana recuava ante as moedas de países emergentes.

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O moeda recuou 1%, a R$ 4,1252 na venda. Na máxima, logo após a abertura, o dólar foi a R$ 4,2049 e, na mínima, perto do fechamento, marcou R$ 4,1157. O dólar futuro tinha perda de cerca de 1,21%.

“Tanto a economia quanto o mercado financeiro estão com uma expectativa tão baixa pelo resultado das eleições que agora, com a queda do candidato Geraldo Alckmin nas pesquisas, qualquer reação positiva de Bolsonaro que possa evitar o retorno da esquerda já causa um alívio imenso”, comentou o diretor da More Invest Gestora de Recursos, Leonardo Monoli. O mercado gostaria que um candidato mais comprometido com o ajuste das contas públicas – e Alckmin (PSDB) é visto como o mais adequado – vencesse as eleições.

Desta forma, logo após a abertura, a moeda norte-americana chegou à máxima de R$ 4,2049, justamente com a primeira leitura de que os levantamentos eleitorais mostraram avanço de candidatos que o mercado considera menos comprometidos com o equilíbrio fiscal.

A pesquisa do Datafolha na sexta-feira (14) mostrou Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT) empatados em segundo lugar, enquanto levantamento do BTG Pactual nesta sessão também mostrou Haddad na vice-liderança.

Já a CNT/MDA, divulgada no final da manhã, mostrou o petista na segunda colocação, com Jair Bolsonaro (PSL) à frente. Mas agradou quando colocou Bolsonaro em uma situação muito melhor no segundo turno, batendo praticamente todos os adversários.

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“O vendedor, sobretudo o exportador, apareceu quando a moeda foi a R$ 4,20 e, depois, o dólar perdeu força no mercado externo, firmando a queda”, comentou um profissional da mesa de câmbio de uma corretora local.

No exterior, o dólar operava em forte baixa ante a cesta de moedas, diante da cautela com a guerra comercial e após o presidente Donald Trump prometer para depois do fechamento dos mercados o anúncio de tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses.

O dólar também caía ante divisas de países emergentes, como o peso chileno. Ante a lira, entretanto, seguia com forte alta, em meio à expectativa por um plano econômico nos próximos dias.

O Banco Central ofertou e vendeu integralmente 10,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando US$ 5,45 bilhões do total de US$ 9,801 bilhões que vencem em outubro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

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