Dólar recua e toca R$ 4 com pesquisa eleitoral

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Às 15:44, o dólar recuava 1,26%, a R$ 4,0316 na venda

O dólar operava com queda firme e já voltou ao nível de R$ 4 na mínima desta sessão, após o Federal Reserve subir o juro dos Estados Unidos na reunião hoje (26), como esperado, e manter sua previsão para os próximos passos.

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O mercado de câmbio doméstico também era influenciado pela pesquisa de intenção de votos do instituto Paraná Pesquisas que mostrou avanço de Jair Bolsonaro (PSL) e vitória contra Fernando Haddad (PT) em cenário de segundo turno. O levantamento Ibope, conhecido na parte da tarde, acabou não fazendo preço nos ativos.

Às 15:44, o dólar recuava 1,26%, a R$ 4,0316 na venda. Na máxima, logo depois da abertura, a moeda foi a R$ 4,0949 e, na mínima a R$ 4,0096. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 1,2%.

“Havia algum temor de que o Fed poderia indicar mais aumentos dos juros no próximo ano, mas ele manteve a previsão de que devem ocorrer mais três novas altas em 2019”, explicou o economista-chefe da corretora Guide, Victor Candido.

Ao elevar a taxa de juros para o intervalo de 2,00% a 2,25% nesta tarde, o terceiro aumento em 2018, o Fed deixou sua perspectiva de política monetária para os próximos anos praticamente inalterada em meio ao crescimento econômico estável e a um mercado de trabalho forte no país.

A autoridade monetária previu mais um aumento em dezembro, mais três no ano que vem e um derradeiro em 2020.

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Após o Fed, o dólar tinha leve alta ante a cesta de moedas e caía ante as divisas de países emergentes, como os pesos chileno e mexicano.

Antes do Fed, o dólar já exibia queda forte ante o real com reação ao levantamento de intenções de voto do instituto Paraná Pesquisas, conhecido ainda pela manhã, enquanto a pesquisa do Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), não influenciou os negócios.

“O levantamento CNI/Ibope mostrou uma distância constante entre Bolsonaro e Haddad… mercado então continuou repercutindo a pesquisa de mais cedo”, comentou Candido.

Segundo a pesquisa do Instituto Paraná, Bolsonaro segue na liderança com 31,2% das intenções de votos, ante 20,2% de Haddad e 10,1% de Ciro Gomes (PDT). No levantamento anterior, os percentuais eram de, respectivamente, 26,6%, 8,3% e 11,9%.

Em uma simulação de segundo turno contra o petista, Bolsonaro venceria com 44,3% dos votos contra 39,4% de Haddad.

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“O mercado gostou da pesquisa porque mostrou Bolsonaro crescendo, não consolidando sua estagnação, e ainda acima de 30%”, explicou o operador da corretora Spinelli, José Carlos Amado.

Mais cedo nesta semana, os mercados haviam mostrado preocupação com um cenário de maior dificuldade para Bolsonaro, trazido justamente por ou ma pesquisa Ibope.

O levantamento desta tarde do Ibope mostrou Bolsonaro com 27% das intenções de voto e Haddad com 21%, uma diferença de 6%, a mesma vista na pesquisa divulgada pelo instituto na segunda-feira (24), embora, naquela ocasião, Bolsonaro tivesse 28% e Haddad, 22%.

O mercado prefere alguém mais comprometido com o ajuste das contas públicas e tem jogado suas fichas recentemente em Bolsonaro, já que o preferido Geraldo Alckmin (PSDB) segue sem tração nas pesquisas.

Os operadores também citaram fluxo como justificativa para o recuo do dólar ante o real, além de um movimento de zeragem de posições compradas.

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O Banco Central ofertou e vendeu integralmente nesta sessão 10,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. O BC já rolou até esta sexta-feira (28) US$ 9,265 bilhões em swaps cambiais do total de US$ 9,801 bilhões que vencem em outubro.

Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

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