Dólar tem leves variações com cenário para eleição

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O dólar operava com leves variações na manhã de hoje (17) com pesquisas de intenção de votos apontando avanço de candidaturas à esquerda na disputa presidencial de um lado e fluxos de vendas de outro. Às 10h27, o dólar avançava 0,16%, a R$ 4,1733 na venda. Na máxima, chegou a bater em R$ 4,2049, o que acabou atraindo vendedores e fez a alta perder força. O dólar futuro tinha perdas de 0,10%.

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“A esquerda tende a consolidar sua participação na reta final das eleições, o que deve trazer apreensão ao investidor estrangeiro, e fortalecer o ambiente especulativo”, apontou a Advanced Corretora em relatório. Na última sexta-feira, o Datafolha mostrou Haddad e Ciro Gomes (PDT), ambos candidatos que o mercado considera menos comprometidos com as contas públicas, empatados em segundo lugar. Já aquele que mais agrada ao mercado, Geraldo Alckmin (PSDB), perdeu um ponto e foi a 9%.

Hoje, o levantamento do BTG Pactual também mostrou Haddad em segundo lugar. As duas pesquisas mostram que o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, segue na liderança. Os investidores aguardavam  os números da pesquisa CNT/MDA de intenção de votos a ser divulgada às 11h.

A expectativa em torno de uma intervenção extraordinária do Banco Central também continha um pouco o avanço do dólar ante o real, já que o BC fez uma atuação nova no mês passado justamente quando o dólar superou os R$ 4,20.

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“Existe alguma cautela com a possibilidade de atuação do BC”, disse o operador de câmbio da corretora Spinelli, José Carlos Amado.

Por ora, o Banco Central apenas anunciou leilão de até 10,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de outubro, no total de US$ 9,801 bilhões. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

A moeda norte-americana também era influenciada pelo exterior, com as preocupações sobre a guerra comercial entre Estados Unidos e China em meio à ameaça de novas tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses.

O dólar subia ante boa parte das divisas de países emergentes, com destaque para a lira turca, que liderava as perdas entre as moedas, com os investidores aguardando um novo plano econômico nos próximos dias.

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