Gigantes dos EUA miram em IA para ganhar espaço na China

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As empresas e o governo da China podem competir com rivais norte-americanos

As gigantes de tecnologia dos Estados Unidos, que enfrentam regras de conteúdo mais rígidas na China e a ameaça de guerra comercial, estão focando em um segmento mais fácil na segunda maior economia do mundo: a inteligência artificial.

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Google, Microsoft e Amazon apresentaram seus produtos de IA em um fórum financiado pelo governo chinês em Xangai nesta semana, em meio aos planos de Pequim de desenvolver uma indústria de inteligência artificial de US$ 400 bilhões no país até 2025.

As empresas e o governo da China podem competir com rivais norte-americanos na corrida pela IA no mundo, mas estão cientes de que ganhar terreno não será fácil sem uma certa quantidade de cooperação.

“Ei Google, vamos fazer a humanidade grande de novo”, disse ontem (17) Tang Xiao’ou, presidente-executivo da Sensetime, unicórnio chinês de IA e reconhecimento facial, durante um discurso.

Amazon e Microsoft anunciaram, no mesmo dia, planos para montar novos laboratórios de pesquisa em inteligência artificial em Xangai. O Google também apresentou um pacote crescente de ferramentas de IA focadas na China em evento realizado hoje (18).

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A Conferência Mundial de Inteligência Artificial, que se encerra amanhã (19), é sediada pela principal agência de planejamento econômico da China, juntamente com os Ministérios da Indústria e Cibernética. O evento busca mostrar o presente poder do país como um ator global em IA.

A ambição chinesa em ser um líder mundial em inteligência artificial criou uma abertura para empresas norte-americanas, que atraem os principais talentos globais em IA e estão interessadas em explorar os vastos dados do país.

Pequim adotou uma posição agressiva quando lançou seu planejamento em inteligência artificial no ano passado, instando empresas, governo e militares a darem à China “vantagem competitiva” em relação aos seus rivais.

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