Sob sombra de pesquisas e Fed, dólar oscila pouco

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Cotação do dólar segue influenciada pelo cenário político

O dólar operava com leves oscilações ante o real na manhã de hoje (26), com os investidores à espera de novas pesquisas de intenção de voto. Ainda que menos relevante que os levantamentos do Ibope e do Datafolha, hoje tem novos números da Empiricus/Paraná Pesquisas. E, mais esperados, os avanços medidos pelo CNI/Ibope. As atenções também estão voltadas para a decisão de política monetária do Federal Reserve. Com os investidores dando como certo o aumento dos juros, buscarão pistas sobre o ritmo do aperto monetário pelo banco central norte-americano. Com isso, às 9h50, o dólar recuava 0,11%, a R$ 4,0787 na venda, depois de terminar a véspera com leve baixa de 0,12%, a R$ 4,0830. O dólar futuro estava praticamente estável.

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“As pesquisas de hoje serão de extrema relevância para consolidar ou esvaziar parcialmente a leitura de estagnação das intenções de voto em Jair Bolsonaro, bem como a crescente de Fernando Haddad, especialmente no que se refere às expectativas de iminente segundo turno entre esses”, escreveu a H.Commcor em relatório.

No começo da semana, outra pesquisa do Ibope mostrou que o líder Bolsonaro, do PSL, ficou estagnado com 28% das intenções de voto, enquanto Fernando Haddad, do PT subiu a 22% em segundo lugar. Além disso, no segundo turno, Bolsonaro só não perderia para Marina Silva (Rede). Esse cenário mais difícil para o candidato do PSL deixou investidores cautelosos. O mercado prefere alguém mais comprometido com o ajuste das contas públicas e tem jogado suas fichas recentemente em Bolsonaro, já que o preferido Geraldo Alckmin (PSDB) segue sem tração nas pesquisas.

Ante as divisas de países emergentes, a moeda norte-americana tinha comportamento misto, em queda ante o peso chileno e o rand sul-africano e em alta ante o rublo e o peso mexicano. O Fed divulga junto com a decisão de política monetária novas projeções econômicas e em seguida o chair Jerome Powell dará entrevista à imprensa. O mercado buscará indícios sobre o futuro da política monetária diante da aceleração no crescimento econômico dos Estados Unidos e do ambiente mais adverso com a guerra comercial com a China.

“Ao Federal Reserve, em território relativamente desconhecido, resta seguir em diante com a normalização das taxas de juros, de modo a evitar uma surpresa inflacionária além do controle, sem, no entanto, travar o atual ritmo da economia”, afirmou a gestora Infinity em relatório.

O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 10,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de outubro, no total de 9,801 bilhões de dólares. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

 

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