Vestas fecha venda de 101 MW em turbinas eólicas

Reuters
As turbinas de 4,2 megawatts serão produzidas no Brasil

A fabricante dinamarquesa de turbinas eólicas Vestas fechou a venda de 101 megawatts em equipamentos para usinas a serem construídas no Rio Grande do Norte pela Echoenergia, controlada pela empresa de private equity britânica Actis.

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O negócio é o primeiro da Vestas no Brasil com sua linha de turbinas de 4,2 megawatts cada, que serão produzidas no país para permitir que compradores acessem financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), disse à Reuters o presidente local da fabricante, Rogério Zampronha.

A transação confirma tendência apontada pela Reuters de busca por equipamentos maiores e mais potentes por investidores de energia eólica no Brasil em meio a uma forte concorrência nas últimas licitações para novos projetos da fonte. As turbinas mais comuns no país atualmente têm de 1,5 megawatt a 2 megawatts.

A entrega das turbinas à Echoenergia está prevista para o primeiro trimestre de 2020, enquanto o comissionamento deve ocorrer no final do segundo trimestre do mesmo ano.

“Com a assinatura deste novo contrato, a Vestas traz para o Brasil sua mais nova turbina, quebrando a barreira de 4 megawatts pela primeira vez no país. Acreditamos que esta turbina levará a influência e a competitividade da Vestas a outro patamar”, afirmou o executivo em nota.

A norte-americana GE anunciou em agosto que passou a oferecer a clientes no Brasil uma turbina eólica de 4,8 megawatts, mas a companhia ainda não anunciou oficialmente o fechamento de negócios envolvendo o equipamento.

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Zampronha, que também comanda a Vestas na região Sul da América Latina, disse ainda que a produção local das turbinas da Vestas exigirá novos investimentos da companhia no Brasil, mas não comentou os valores.

As turbinas, com pás de 73,7 metros de comprimento, vão equipar um complexo eólico da Echoenergia na Serra do Mel.

O presidente da Echoenergia, Edgard Corrochano, destacou em nota que a empresa quer ser “a maior e mais eficiente empresa de energia eólica do país” e que o negócio com a Vestas é um passo nesse caminho.

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