Apple e Amazon negam ataque chinês a hardware

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Reportagem diz que espiões chineses colocaram chips de computador dentro de equipamentos de 30 empresas

Apple e Amazon negaram uma reportagem da “Bloomberg” hoje (4) de que seus sistemas continham chips de computador maliciosos inseridos pela inteligência chinesa, mostraram comunicados das empresas de tecnologia divulgadas separadamente pela agência de notícias.

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A “Bloomberg Businessweek” citou 17 fontes de inteligência e de empresas dizendo que espiões chineses haviam colocado chips de computador dentro de equipamentos usados por cerca de 30 empresas, assim como por múltiplas agências de governo dos Estados Unidos, o que daria a Pequim acesso a redes internas.

A Reuters não conseguiu contatar a Apple, a Amazon ou representantes do FBI, do Departamento de Segurança Nacional e da Agência Nacional de Segurança para entrevista.

O Ministério de Relações Exteriores da China não respondeu ao pedido de entrevista. Pequim havia negado anteriormente alegações de orquestrar ataques cibernéticos contra empresas ocidentais.

A Amazon, em um comunicado divulgado pela agência de notícia, disse: “Nós não encontramos evidência para amparar queixas sobre chips maliciosos ou modificações de hardware.”

A Apple disse que refutava “virtualmente cada aspecto” da matéria em respostas para a rede de notícias. “A Apple nunca encontrou chips maliciosos, ‘manipulações de hardware’ ou vulnerabilidades propositalmente plantadas em qualquer servidor”, disse a empresa.

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A “Bloomberg” reportou que os chips maliciosos foram plantados por uma unidade do Exército de Libertação do Povo Chinês, que se infiltrou na cadeia de abastecimento de uma empresa de hardware chamada Supermicro. Acredita-se que a operação tinha como alvo segredos comerciais valiosos e redes governamentais, disse a agência de notícias.

Um representante da Supermicro em sua sede europeia na Holanda disse que a empresa não podia responder ao pedido de entrevista.

As preocupações sobre agências internacionais se infiltrando nos EUA e em outras empresas por meio dos chamados “ataques de cadeia de abastecimento”, particularmente da China, onde diversas empresas globais de tecnologia terceirizam sua produção.

O governo norte-americano ontem (3) que um grupo de hackers conhecido como cloudhopper, que empresas de segurança cibernética ocidentais atrelaram ao governo chinês, promoveu ataques a provedores de serviço de tecnologia em uma campanha para roubar dados de seus clientes.

O alerta veio após especialistas em duas proeminentes empresas dos EUA advertirem esta semana que a atividade de ataques cibernéticos chinesa subiu em meio à escalada da guerra comercial entre Washington e Pequim.

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