Camil quer avançar na Colômbia e Argentina

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A companhia realizou um oferta inicial de ações no ano passado, na qual levantou mais de R$ 1 bilhão

A empresa brasileira Camil Alimentos quer entrar em novos países da América do Sul, como Colômbia e Argentina, e vê espaço para crescer no comércio de grãos no varejo do Brasil, um mercado ainda bastante pulverizado, disse hoje (29) o presidente-executivo da companhia em entrevista.

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“A Camil recentemente vendeu um pequeno ativo na Argentina. Temos interesse em voltar ao país, mas muito interesse na Colômbia”, disse Luciano Quartiero à Reuters, após a companhia anunciar na sexta-feira (26) a aquisição da SLC Alimentos por R$ 308 milhões.

A empresa, já uma das maiores do setor de alimentos da América do Sul, com operações no Chile, Peru e Uruguai, exporta para mais de 50 países.

“Usualmente, quando entramos em novos mercados, costuma ser em grãos. A companhia entende a dinâmica desse mercado, e depois fica pronta para fazer o que estamos fazendo no Brasil, colocando novas categorias de produtos. Assim nos tornamos uma empresa de alimentos ‘Latam'”, disse ele.

A companhia realizou um oferta inicial de ações no ano passado, na qual levantou mais de R$ 1 bilhão, mas sua internacionalização começou antes, em 2007, quando adquiriu a uruguaia Saman, líder no mercado uruguaio de arroz.

Dois anos depois, a Camil comprou a empresa chilena Tucapel, também líder no país no segmento de beneficiamento de arroz.

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Ainda que acredite em crescimento com aquisições no exterior, a companhia vê grande potencial de expansão no Brasil em grãos e também em outros produtos. “Anos atrás entramos em açúcar, com aquisição da marca União, entramos em enlatados com a Coqueiro [peixes], pode ser crescimento através de lançamentos ou entrando em outras categorias, como massas. Há muita sinergia”, declarou.

Segundo ele, no segmento de alimentos, é importante ter marcas fortes, além de escala. Ao mesmo tempo, ele vê grande chance para seguir consolidando empresas de arroz beneficiado no Brasil, um mercado ainda bastante fragmentado. “Temos 7,5% do mercado sendo líderes… Tem espaço para crescer mais e consolidar mais. Os cinco maiores no Brasil têm 22,9% do mercado de arroz [varejo]. Isso mostra quanto espaço tem para consolidação”, disse, destacando que a empresa tem interesse em novas aquisições.

SLC

A empresa anunciou na última sexta-feira acordo para comprar a totalidade do capital social da SLC Alimentos por R$ 308 milhões, incluindo R$ 128 milhões em dívidas.

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O valor da transação, à exceção da dívida, será pago com recursos próprios.

Quartiero afirmou à Reuters que a empresa pagará R$ 140 milhões à vista, após a aprovação da operação. Outros R$ 40 milhões ficarão retidos e serão pagos ao longo de cinco anos, dependendo de contingências.

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