Dólar cai ante real e fecha o dia a R$ 4,018

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O dólar recuou 0,47%, a R$ 4,0183 na venda, depois de recuar 0,87% em setembro

O dólar inaugurou outubro em baixa ante o real, com a cautela com o primeiro turno da eleição presidencial suavizada pelo otimismo no cenário internacional com um renovado acordo comercial entre Estados Unidos, Canadá e México.

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O dólar recuou 0,47%, a R$ 4,0183 na venda, depois de recuar 0,87% em setembro, terminando o último pregão do mês cotado a R$ 4,0371.

Na mínima da sessão, foi a R$ 4,0045 e, na máxima, a R$ 4,0639. O dólar futuro tinha queda de cerca de 0,90%.

Ibope e Datafolha vão se revezar nesta semana com novos levantamentos de intenção de votos, a começar pelo primeiro hoje (1).

“Pesquisas eleitorais vão continuar influenciando o movimento do real… fator que deverá trazer volatilidade para o mercado ainda esta semana”, apontou a Fair Corretora de Câmbio em relatório.

O levantamento mais recente foi divulgado nesta manhã pelo BTG Pactual e mostrou que o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, manteve a liderança nas intenções de voto no primeiro turno à frente de Fernando Haddad (PT), mas agora com 7 pontos de diferença ante 10 pontos na semana passada.

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Dois outros levantamentos saíram nos últimos dias: o Datafolha na sexta-feira (28) mostrou que Bolsonaro segue na liderança no primeiro turno, seguido por Haddad, mas que na segunda rodada a vitória seria do petista.

Já o levantamento do CNT/MDA ontem (30) apontou empate técnico de Bolsonaro – que recebeu alta do hospital no sábado – com Haddad, também com vitória do petista no segundo turno.

No exterior, a busca pelo risco predominou, com os investidores mais animados depois que Estados Unidos e Canadá fecharam no domingo (30) um acordo de último minuto para salvar o Nafta como um pacto trilateral com o México, resgatando uma zona de livre comércio entre os três países de US$ 1,2 trilhão.

O dólar caía ante as divisas de países emergentes, com destaque para o peso argentino, no primeiro dia da nova banda cambial acertada com o Fundo Monetário Internacional (FMI), e a lira turca, com sinais de que um impasse político entre Washington e Ancara possa ser solucionado em breve, e com garantias do presidente turco, Tayyip Erdogan, de que ele não vai interferir na política do banco central do país.

Ante a cesta de moedas fortes, o dólar exibia pequena alta perto do fechamento do mercado doméstico.

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O Banco Central ofertou e vendeu integralmente nesta sessão 7,7 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Desta forma, rolou US$ 385 milhões do total de US$ 8,027 bilhões que vence em novembro.

Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

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