Google cobrará uso de apps de parceiros Android

iStock
A cobrança pode ser de pelo menos US$ 2,50 e subir dependendo do país e do tamanho do dispositivo

O Google, da Alphabet, cobrará das empresas de hardware até US$ 40 por dispositivo para uso dos seus aplicativos sob um novo sistema de licenciamento para substituir outro que a União Europeia considerou como anticompetitivo, disse hoje (19) uma pessoa com conhecimento do assunto.

LEIA MAIS: Google revela novo smartphone Pixel e lança tablet

A nova tarifa entra em vigor em 29 de outubro para qualquer novo smartphone ou tablet lançado na Área Econômica Europeia que use o sistema operacional Android, disse o Google nesta semana.

A cobrança pode ser de pelo menos US$ 2,50 e subir dependendo do país e do tamanho do dispositivo, contou a fonte. É padrão para fabricantes, com a maioria devendo pagar cerca de US$ 20, acrescentou.

As companhias podem compensar a cobrança, que se aplica a um conjunto de aplicativos, incluindo a loja Google Play, o Gmail e o Google Maps, ao concordarem em agrupar a pesquisa do Google e o buscador Chrome.

Pelo acordo, o Google daria à fabricante do dispositivo uma parcela da receita de publicidade gerada por meio de busca e do Chrome.

VEJA TAMBÉM: Bullet é removido da App Store por queixa de copyright

Em julho, a Comissão Europeia decidiu que o Google abusou da dominância no mercado de software móvel para forçar parceiros Android a pré-instalar aplicativos de busca e o Chrome nos dispositivos.

O órgão aplicou multa recorde de US$ 5 bilhões, da qual o Google recorreu, e ameaçou com penalidades adicionais, a menos que o grupo encerrasse as práticas ilegais.

O novo sistema deve dar a rivais do Google, incluindo a Microsoft, mais espaço para se associarem com fabricantes de hardware para tornarem-se aplicativos padrão em busca e navegação, segundo analistas.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil (copyright@forbes.com.br).