Mulher acusa Facebook de permitir tráfico sexual no site

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O processo diz que o Facebook não fez o suficiente para verificar a identidade do usuário

Uma mulher norte-americana, que afirma ter sido vítima de estupro, espancamento e tráfico sexual aos 15 anos por um cafetão que se passou por um amigo no Facebook, entrou com ação judicial contra a rede social, alegando que os executivos da empresa sabiam que menores de idade estavam sendo atraídos para o comércio sexual por meio da plataforma.

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A mulher, identificada apenas por um nome fictício nos documentos judiciais apresentados na última segunda-feira (1), também acusou o site de classificados Backpage.com, agora fechado, e seus fundadores.

Até o fechamento desta reportagem, o Facebook e os advogados do Backpage e dos ex-funcionários do site citados no processo não responderam ao pedido de entrevista.

De acordo com a ação judicial, a mulher iniciou uma amizade virtual pelo Facebook em 2012 com um usuário que aparentemente tinha muitas informações sobre os amigos “da vida real” dela. O homem enviou mensagens pela rede social para a vítima, segundo os documentos do processo a que a Reuters teve acesso.

A acusação alega que em um dado momento o traficante se ofereceu para consolar a mulher, depois de uma discussão com a mãe, mas após buscá-la em sua casa, ele a espancou, estuprou e tirou fotos que publicou no Backpage.

O processo diz que o Facebook não fez o suficiente para verificar a identidade do usuário em questão e que a vítima nunca foi alertada de que traficantes sexuais estavam operando na rede social.

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Os advogados de acusação, David Harris e Louise Cook, da Sico Hoelscher Harris, não responderam ao pedido de entrevista até o fechamento desta matéria.

O Backpage teve suas operações encerradas pelas autoridades este ano após uma investigação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre alegações de que o site era usado principalmente para comércio sexual.

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