Santander Brasil quer dobrar fatia em educação

Pilar Olivares/Reuters
Mulher passa por agência do Banco Santander no Rio de Janeiro, em 19/08/2014

 

O Santander Brasil está voltando sua atenção para o mercado de ensino básico, em um esforço que visa dobrar a atual participação de cerca de 15% no segmento e diversificar investimentos da instituição no setor, atualmente concentrados em educação superior. “A ideia é estender a oferta para apoiar escolas e chegar a esse público de alunos antes de entrarem nas universidades”, disse o superintendente executivo da área de negócios e empresas do banco, Alexandre Teixeira. O movimento vem na esteira de um interesse cada vez maior de investidores no segmento de educação básica, que vem atraindo desde o começo deste ano grandes companhias do setor, incluindo a Kroton Educacional, maior grupo de ensino superior privado do país.

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De acordo com Teixeira, o Santander vê muito potencial no mercado de educação básica, que reúne mais de 40 mil colégios privados no país e emprega mais de 500 mil pessoas, faturando perto de R$ 70 bilhões por ano. Hoje, o segmento compreende entre 6% e 7% da carteira de 1 milhão de empresas de pequeno e médio portes atendidas pelo Santander. O banco já mapeou 4 mil escolas para serem abordadas na primeira rodada do projeto. Ainda no piloto, foram visitados 24 colégios e a taxa de conversão chegou a 40%, contou Teixeira.

Entre os destaques do pacote de serviços financeiros para o setor de educação básica, o Santander desenvolveu em conjunto com sua subsidiária GetNet uma solução para pagamento de mensalidades via cartão de crédito, com uma tarifa fixa de R$ 2,85 por cobrança. “Já existe o uso de cartão de crédito para pagamento de boletos de cobrança… Mas nesse caso o colégio envia o débito ao cartão dos pais todo mês, assim não compromete todo o limite”, explicou o executivo, ressaltando que a opção ainda garante o acúmulo de pontos em programas de recompensa, além de um prazo mais alongado para pagamento.

No caso de boletos, são cobradas tarifas com desconto, que variam de R$ 1,80 a R$ 2,40, dependendo do volume de boletos, disse Teixeira, citando ainda oferta de isenção permanente para convênio de folha de pagamento, consignados com taxas diferenciadas para funcionários e professores e opções de investimento para escolas com caixa. “Nesse instante, ainda não pensamos em financiar mensalidade de ensino básico”, afirmou ao ser questionado se o Santander pretendia replicar o que vem fazendo com cursos de medicina, pós-graduação e MBA.

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Em ensino superior, além de milhares de bolsas distribuídas todos os anos para cursos no exterior, nacionais ou estágio, o Santander começou a financiar graduação de medicina, a partir do 2º período. A solução foi testada entre março e outubro de 2017, inicialmente com 33 universidades do Estado de São Paulo, e agora está disponível para cerca de 154 instituições privadas.

Em janeiro deste ano, o banco também trouxe aos correntistas a opção de financiamento total ou parcial de cursos de pós-graduação e MBA (lactu sensu e strictu sensu) em todas as áreas de formação, com prazo de até 60 meses. Mas Teixeira observou que a aposta do Santander em educação não se limita a aspectos financeiros. No caso dos colégios, o banco também dará acesso a ferramentas e cursos gratuitos oferecidos pela Universia, bem como à plataforma de gestão de aprendizagem Canvas, com foco na profissionalização das escolas.

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