Autoridade dos EUA nega reportagem sobre acordo com a China

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Funcionário norte-americano diz que “há um longo caminho a percorrer”

Uma autoridade de alto escalão do governo dos Estados Unidos refutou uma reportagem segundo a qual o presidente Donald Trump está preparando um possível acordo comercial com a China, disse um repórter da “CNBC” no Twitter.

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“Há um longo caminho a percorrer nas negociações”, disse um funcionário não identificado a Eamon Javers, da “CNBC”, de acordo com um tuíte do próprio.

Na manhã de hoje, a “Bloomberg”, citando pessoas a par da questão, noticiou que Trump quer firmar um acordo comercial com o presidente chinês, Xi Jinping, e que pediu a autoridades graduadas para começarem a elaborar os termos possíveis.

A Reuters não conseguiu confirmar de imediato nenhuma das reportagens, e autoridades da Casa Branca não responderam de imediato aos pedidos de entrevista.

Mas os mercados globais se animaram em meio às esperanças crescentes de que as duas maiores economias do mundo estejam começando a restaurar suas relações comerciais, seriamente afetadas, na esteira de uma conversa de Trump e Xi.

Os dois conversaram por telefone e ambos descreveram como positiva a ligação – a primeira conversa direta de que se tem conhecimento em vários meses. Em um tuíte publicado depois do telefonema, Trump disse que planeja um encontro dos dois líderes na cúpula do G20 na Argentina no final deste mês.

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Nenhum dos dois deu qualquer detalhe sobre um possível progresso.

A notícia da “Bloomberg News” disse não estar claro se o norte-americano está suavizando as exigências que encontraram resistência dos chineses, e citou uma pessoa segundo a qual o roubo de propriedade intelectual é um ponto de atrito de um acordo em potencial.

Horas depois da ligação, o Departamento de Justiça dos EUA acusou outra empresa chinesa de práticas injustas, parte de uma campanha de pressão generalizada do governo Trump contra a China.

Funcionários da gestão Trump disseram que as tratativas comerciais EUA-China não podem ser retomadas até que Pequim delineie ações específicas que adotará para atender às exigências norte-americanas de mudanças abrangentes em diretrizes sobre transferência de tecnologia, subsídios industriais e acesso a mercados.

Os dois países impuseram tarifas sobre centenas de bilhões de dólares de bens mútuos, e Trump ameaçou ampliar as tarifas sobre o restante dos mais de US$ 500 bilhões de exportações chinesas aos EUA se as disputas não forem resolvidas.

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