Bombardier reforça sua aposta em jatos executivos

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A fabricante canadense de aviões e trens está no meio de um programa de reestruturação de cinco anos com objetivo de aumentar a receita e o lucro

A Bombardier disse hoje (8) que vai vender duas de suas unidades por US$ 900 milhões e cortará cerca de 5 mil postos de trabalho para cortar custos e se concentrar em suas divisões principais de transporte e de jatos executivos.

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A fabricante canadense de aviões e trens está no meio de um programa de reestruturação de cinco anos com objetivo de aumentar a receita e o lucro. No início deste ano, vendeu uma participação majoritária de seu jato CSeries para a europeia Airbus.

Sob o comando do presidente-executivo Alain Bellemare, a empresa cortou milhares de empregos em 2016, embora também tenha contratado funcionários para programas importantes, como o jato comercial Global 7500. Bellemare está trabalhando para reduzir a dívida líquida de longo prazo da Bombardier de US$ 9 bilhões.

A companhia está vendendo seu programa de turboélice para uma subsidiária da Longview Aviation Capital e suas atividades de voo e treinamento para a CAE.

A Bombardier também anunciou amplas mudanças em suas operações comerciais, incluindo a redistribuição de sua equipe central de engenharia aeroespacial e a criação de uma nova equipe encarregada de aplicar os aprendizados de seus programas aeroespaciais ao negócio de transporte ferroviário.

Enquanto os cortes de empregos, que respondem por 7% da força de trabalho da empresa, pouparão à companhia cerca de US$ 250 milhões, as demais mudanças visam otimizar os processos de produção e gerenciamento, achatando as estruturas de gerenciamento e reduzindo ainda mais os custos indiretos, disse a empresa.

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Os cortes de custo serão realizados até 2021. A empresa disse que prevê que a receita de 2019 aumente em 10%, para US$ 18 bilhões ou mais, impulsionada por uma recuperação nas entregas da aeronave Global 7500.

Para o trimestre encerrado em 30 de setembro, a Bombardier informou US$ 267 milhões em lucros antes de juros e impostos, em comparação com US$ 133 milhões no mesmo período do ano anterior, que foram corrigidos devido a mudanças contábeis.

O lucro líquido somou US$ 149 milhões, ante prejuízo líquido de US$ 100 milhões no ano passado, quando a empresa estava fazendo investimentos pesados em vários segmentos. O lucro por ação ajustado de US$ 0,04 superou a estimativa média de analistas de US$ 0,02 por ação, conforme dados I/B/E/S da Refinitiv.

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