Contra escravidão, Apple empregará sobreviventes do tráfico

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Grupos de direitos trabalhistas criticavam empresa por explorar trabalhador

A Apple empregará sobreviventes do tráfico em sua rede de lojas, informou a gigante de tecnologia depois de conquistar um prêmio internacional por trazer a público detalhes de suas cadeias de abastecimento na tentativa de ajudar a erradicar a escravidão moderna. A Apple diz que desde 2012 reduziu o número de trabalhadores menores de idade em sua cadeia de abastecimento ampliada, que inclui locais em que minerais raros são extraídos para serem usados em smartphones. Grupos de direitos trabalhistas haviam criticado a Apple e sua maior parceira, a Foxconn, pelo excesso de trabalho extra, por empregar trabalhadores menores de idade e por não oferecer planos de saúde.

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“Sendo uma empresa cuja trabalho toca as vidas de tantas pessoas, sentimos que temos uma responsabilidade enorme… de transformar nossos valores em ações”, disse Angela Ahrendts, diretora de varejo da Apple, durante a Trust Conference, que foi realizada em Londres na quarta-feira e teve a Thomson Reuters Foundation como anfitriã. “Embora só tenhamos começado, vemos uma oportunidade tremenda para ser um raio de esperança para os sobreviventes do tráfico ao integrá-los às nossas equipes mundiais de varejo”, disse ela ao receber o prêmio concebido pelo escultor britânico Anish Kapoor.

O Prêmio Acabe com a Escravidão da Thomson Reuters Foundation homenageia as iniciativas de empresas para identificar, investigar e erradicar o trabalho forçado de suas cadeias de abastecimento.

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