Hockney tira de Koons recorde de leilão de artista vivo

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Tela “Retrato de um Artista” foi arrematada por US$ 90 mi na Christie’s

Uma pintura emblemática do artista britânico David Hockney alcançou o valor de US$ 90,3 milhões na casa de leilões Christie’s na noite de ontem (15), batendo o recorde de valor pago em leilão pela obra de um artista vivo. O quadro “Retrato de um Artista (Pintura com duas Figuras)” ultrapassou a estimativa de pré-venda da Christie’s, de cerca de US$ 80 milhões, após batalha de lances determinada que começou quando a pintura chegou aos US$ 70 milhões. O recorde anterior de valor pago por uma obra de um artista vivo era da escultura “Balloon Dog”, de Jeff Koons, vendida por US$ 58,4 milhões em 2013. O recorde prévio de Hockney em um leilão era de US$ 28,4 milhões.

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A obra de 1972 do artista de 81 anos, uma de suas mais famosas, retrata um homem de casaco rosa observando outra figura que mergulha em uma piscina, e segundo reportagens foi adquirida pelo bilionário britânico Joe Lewis. A Christie’s não identificou o vencedor nem o comprador, que deu lances por telefone durante uma disputa de quase 10 minutos.

Morgan Long, diretor sênior da casa de investimentos em arte Fine Art Group, saudou “um grande resultado para a Christie’s”, dizendo que a casa de leilões alcançou seu preço previsto de US$ 80 milhões “graças a uma combinação de marketing inteligente e do que pareceu pura determinação de levar a pintura para casa por parte de um cliente ao telefone”.

Em uma medida virtualmente inédita para uma pintura tão valiosa, “Retrato de um Artista”, que esteve em exibição na Tate britânica, no Centro Pompidou e no Museu Metropolitano de Nova York nos últimos dois anos, foi vendida sem reserva. A venda aumentou o sucesso do leilão de arte contemporânea e do pós-guerra da Christie, que rendeu um total de US$ 357,6 milhões, aproximadamente a média do valor esperado, e encontrou compradores para 41 de seus 48 lotes.

“O que aprendemos nesta semana é que a demanda pela boa arte continua global, com uma participação forte de licitantes americanos e uma boa atividade da Europa e da Ásia”, disse o executivo-chefe Guillaume Cerutti.

Outros destaques do leilão foram “Study of Henrietta Moraes Laughing”, de Francis Bacon, vendido por US$ 21,7 milhões, e “21 Feuilles Blanches”, de Alexander Calder, comprado por pouco menos de US$ 18 milhões.

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