Ibovespa fecha no vermelho após superar 90 mil pontos

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Indicador chegou a subir 0,6%, mas terminou o dia em baixa

O Ibovespa fechou em leve baixa hoje (30), depois de ter superado os 90 mil pontos pela primeira vez na história, mas acumulou alta de mais de 2% em novembro. Investidores aproveitaram o último pregão do mês para ajustar carteiras, em dia de cautela no exterior antes da cúpula do G20.

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Referência no mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,23%, a 89.504,03 pontos. O indicador chegou a subir 0,6% na máxima da sessão, quando atingiu nova máxima intradia de 90.245,54 pontos.

Na semana, a alta foi de 3,8%. Em novembro o índice subiu 2,38%, elevando o ganho no ano a 17,15%.

O giro financeiro da sessão somou R$ 19,6 bilhões, superando com folga a média diária de cerca de R$ 12 bilhões no ano. O dia foi marcado pelo rebalanceamento do índice MSCI de ações de mercados emergentes.

“O fechamento de mês se refletiu nos volumes negociados”, disse o economista-chefe da Infinity Asset Management, Jason Vieira, acrescentando que muitos agentes aproveitaram para ajustar posições e carteiras.

Segundo ele, os dados do IBGE mostrando expansão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 0,8% no terceiro trimestre, ante 0,2% no segundo, animaram os investidores, assim como a melhora em Wall Street.

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Ele disse que o movimento não se sustentou porque ainda restam muitas incógnitas nos cenários local e internacional.

Para o gerente de renda variável da H.Commcor, Ari Santos, o mercado monitora com atenção os anúncios da equipe de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro.

Vieira avalia que ainda falta visibilidade sobre a capacidade de articulação de Bolsonaro para promover reformas. “Falta compreensão de como o governo Bolsonaro vai avançar nesse contexto de negociação política”, afirmou. Para ele, outro tema que concentrará as atenções dos investidores nas próximas semanas é a disputa comercial entre China e Estados Unidos.

Os olhos estavam voltados para a cúpula do G20, na Argentina, onde o esperado encontro entre os presidentes norte-americano, Donald Trump, e chinês, Xi Jinping, pode ditar os rumos das relações entre as duas maiores economias do mundo.

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