Petrobras avalia desinvestir até US$ 15 bi em 5 anos

Paulo Whitaker/Reuters
Montante pode vir da venda de ativos no plano de negócios de 2019 a 2023

A Petrobras avalia vendas de ativos de US$ 14 bilhões a 15 bilhões nos primeiros anos do plano de negócios para o período de 2019 a 2023, montantes que deverão ser determinantes para o total de investimentos projetados, disse nesta quinta-feira uma fonte com conhecimento da situação. A fonte, que falou na condição de anonimato, disse que os valores ainda não foram aprovados, o que deve acontecer na próxima reunião do Conselho de Administração da empresa, na segunda quinzena de dezembro. “Esse valor está sendo fechado, mas deve ser para os próximos cinco anos, e a ideia é antecipar isso para ajudar nas metas de dívida”, disse a fonte, ressaltando que o período do desinvestimento não está estabelecido ainda.

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A Petrobras tinha uma meta de desinvestir US$ 21 bilhões no biênio 2017 e 2018, volume que a estatal já admitiu que não será atingido devido a impasses judiciais. Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para privatizações sem o aval do Congresso ficará para 2019. A decisão é importante para destravar vendas de ativos da estatal.

Na terça-feira, uma outra fonte havia dito que os investimentos previstos no plano de negócios da Petrobras entre 2019 a 2023 poderão superar os aportes estimados no período anterior (2018-2022), mas isso dependeria do total dos desinvestimentos. Se aumentar a venda de ativos, o plano de investimentos poderia até ser menor que o anterior, quando a estatal projetou investir US$ 74,5 bilhões.

Ontem (2), mais cedo, a Petrobras disse em comunicado que o plano ainda está em discussão e que foi apreciado pelo conselho na quarta-feira, “considerando uma proposta de investimento no montante aproximado de US$ 85 bilhões no período”. Mas que ainda não houve qualquer deliberação pelo conselho. Do total dos investimentos, mais de US$ 60 bilhões seriam destinados para exploração e produção, área que vem sendo o foco da Petrobras em função do pré-sal, disse a fonte, acrescentando que a estatal também deverá prever investimentos em energia eólica.

Adicionalmente, em relação ao programa de parcerias e desinvestimentos, a petroleira também disse em nota nesta quinta-feira que já alcançou US$ 8,3 bilhões em assinaturas de contratos no biênio 2017-2018 e diversos projetos continuam em curso. Na véspera, a estatal anunciou desinvestimento de US$ 820 milhões pela venda de 37 campos nas bacias de Campos e Potiguar.

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