Thomson Reuters mira outras aquisições após Blackstone

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O provedor de notícias e informações reservou US$ 2 bilhões para aquisições

A Thomson Reuters está avaliando fazer várias aquisições para impulsionar suas unidades de Tax & Accounting e Legal, depois de vender uma participação majoritária em seu negócio de terminais de informações financeiras, disse hoje (6) o presidente-executivo do grupo, Jim Smith.

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O provedor de notícias e informações reservou US$ 2 bilhões para aquisições, acrescentou Smith em entrevista, após a empresa levantar US$ 17 bilhões com a venda de uma participação de 55% em sua unidade Financial & Risk (F&R) para a empresa de private equity Blackstone Group LP.

“Estamos interessados ​​em negócios maiores e mais substanciais”, disse Smith. “Eu não esperaria uma série de pequenas aquisições. Preferimos gastar US$ 2 bilhões em um punhado de negócios em vez de se espalhar por algumas dúzias.”

A empresa havia indicado anteriormente que queria usar os fundos para reforçar seus negócios jurídicos e tributários e contábeis, que são suas duas maiores unidades após a venda de parte da unidade F&R. No mês passado, a companhia concordou em comprar a Integration Point, uma empresa de software de gestão comercial, por uma quantia não revelada.

A unidade de F&R agora opera como negócio autônomo chamado Refinitiv.

PERSPECTIVAS REITERADAS

Smith destacou que a empresa está no caminho certo para um sólido 2018 e um 2019 com desempenho ainda melhor. A empresa reiterou sua previsão, inicialmente divulgada em maio, de alta de um dígito baixo na receita em 2018.

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A empresa informou que agora espera lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de US$ 1,3 bilhão no ano, tendo previamente previsto resultado de US$ 1,2 bilhão a US$ 1,3 bilhão.

Em 2017, o Ebitda ajustado somou US$ 1,6 bilhão. Smith disse que espera que o desempenho melhore no próximo ano.

No terceiro trimestre, a Thomson Reuters registrou uma queda menor que a esperada no lucro. O lucro por ação foi de US$ 0,11, ajustado para itens extraordinários, abaixo de US$ 0,27 no ano anterior, prejudicado por maiores despesas com impostos. Mas o montante superou a estimativa média de Wall Street de US$ 0,03, segundo dados do I/B/E/S da Refinitiv.

A receita total subiu 3%, excluindo o efeito das taxas de câmbio flutuantes, para US$ 1,29 bilhão. Analistas esperavam, em média, faturamento de US$ 1,32 bilhão.

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Excluindo efeitos da taxa de câmbio, a receita no negócio jurídico da empresa aumentou 4%, enquanto a da unidade tributária e contábil aumentou 3%, e da Reuters News caiu 4%.

O Ebitda ajustado encolheu 21%, excluindo o efeito das taxas de câmbio, para US$ 302 milhões, devido à maior despesa de imposto de renda das operações contínuas da empresa, compensando os ganhos mais elevados de suas operações descontinuadas.

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