Dólar recua ante real após trégua comercial EUA-China

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Moeda norte-americana fechou a R$ 3,84, queda de 0,35%

O dólar terminou hoje (3) em queda ante o real, sob influência do mercado internacional após os presidentes dos Estados Unidos e da China terem concordado no final de semana em suspender novas tarifas comerciais por 90 dias, e ainda com a disparada do preço do petróleo aliviando a pressão sobre o câmbio.

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A moeda norte-americana recuou 0,35%, a R$ 3,8423 na venda, depois de acumular alta de 3,58% em novembro, terminando o mês a R$ 3,8558. Na mínima, foi a R$ 3,8152. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 0,50%.

“A trégua de 90 dias no embate comercial Estados Unidos/China dá algum respiro momentâneo aos mercados que esperam que durante esse período as maiores economias do planeta possam enfim encontrar bom termo nas negociações comerciais”, escreveu o operador de câmbio da corretora Advanced, Alessandro Faganello, acrescentando que a “notícia tende a aumentar o apetite por risco”.

China e EUA concordaram em não aplicar tarifas adicionais, em um acerto que evita que a guerra comercial cresça, no momento em que ambos os lados tentam resolver as divergências em novas negociações que visam alcançar um acordo dentro de 90 dias.

A Casa Branca disse no sábado (1) que o presidente Donald Trump falou ao presidente chinês, Xi Jinping, que ele não aumentará as tarifas sobre US$ 200 bilhões em bens chineses para 25% em 1º de janeiro, como anunciado anteriormente.

Pequim, por sua vez, concordou em comprar uma quantidade não especificada, mas “muito substancial” de produtos agrícolas, energéticos e industriais, disse a Casa Branca em comunicado. Também concordou em “reduzir e remover” tarifas abaixo do nível de 40% sobre veículos dos EUA.

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No exterior, o dólar caía ante a cesta de moedas e também ante divisas de países emergentes, como os pesos chileno e mexicano.

O forte avanço dos preços do petróleo nesta sessão, sob influência da trégua comercial e antes de uma reunião dos produtores nesta semana, também ajudava a aliviar a pressão no câmbio. Há expectativa de que os integrantes da Opep anunciem um corte na produção.

Internamente, os investidores monitoravam o noticiário político, ainda à espera de um acordo sobre a cessão onerosa e também a recuperação do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, que convalesce de uma infecção viral.

O BC vendeu nesta sessão 13,83 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares. Desta forma, rolou US$ 691,5 milhões do total de US$ 10,373 bilhões que vence em janeiro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la nas próximas três semanas, como previu o BC em nota, terá feito a rolagem integral.

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