Justiça de SP impede venda de área comercial da Embraer para Boeing

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Boeing e Embraer anunciaram em julho assinatura de memorando de entendimento para um acordo

A Justiça Federal de São Paulo concedeu liminar impedindo o conselho de administração da Embraer de tomar qualquer decisão que permita a separação da área comercial da empresa para formar uma joint venture com a Boeing.

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A decisão do juiz Victorio Giuzio Neto, obtida na íntegra pela Reuters, foi tomada em ação movida por quatro deputados federais petistas que defendiam a suspensão imediata das tratativas entre Embraer e Boeing para criar a nova companhia.

Os deputados petistas autores da ação, que pede a suspensão das negociações das empresas, são Paulo Pimenta (RS), Carlos Zarattini (SP), Nelson Pellegrino (BA) e Vicente Cândido (SP). Em julho, a Embraer havia informado que tinha sido intimada a se manifestar sobre a ação popular.

Procurada, a Embraer não comentou o assunto.

Boeing e Embraer anunciaram em julho assinatura de memorando de entendimento para um acordo pelo qual a companhia norte-americana assumirá controle sobre 80% de uma joint venture a ser criada por meio da separação da divisão de jatos comerciais da Embraer, a principal da companhia brasileira.

O acordo precisa de aprovação do governo brasileiro, que detém direito a veto sobre decisões estratégicas da Embraer.

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O memorando de entendimentos avaliou as operações de aviação comercial da Embraer em US$ 4,75 bilhões. A fatia da Boeing no negócio é avaliada em US@ 3,8 bilhões. A Embraer, terceira maior exportadora do Brasil, ficará com os 20% restantes da nova empresa.

As ações da Embraer renovaram mínima perto do fim do pregão. Às 17h52, tinham queda de 2,4%. No mesmo instante, o Ibovespa recuava 0,4%.

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